sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Angola: governo intensifica piscicultura para combater desnutrição



Chimoio – O Governo de Manica, no centro de Moçambique, está a intensificar a piscicultura, aumentando o repovoamento de tanques familiares, para suprir a desnutrição da população em cinco distritos da província, disse hoje (quarta-feira) à Lusa fonte oficial.

A responsável pelo sector de tecnologia e extensão do Instituto de Desenvolvimento de Aquacultura (INAQUA), Fátima Reis,  ligado ao Ministério da Agricultura, disse que este ano foram repovoados 88 tanques com 86 mil crias de peixe, que beneficiaram 76 famílias. O plano prevê repovoar 150 tanques.

“A segurança alimentar e nutricional está em questão, por isso massificamos o repovoamento de alevinos para variar a dieta alimentar da população. A maior parte dos piscicultores são agricultores e já podem alternar a alimentação”, referiu.

O Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional (SETSAN) considera que Moçambique tem níveis inaceitáveis de desnutrição crónica, o que tem impacto no crescimento coerente do país. Do índice de incidência da pobreza em Moçambique, cerca de 80 por cento está relacionado com problemas de alimentação e nutrição.

O Inquérito Demográfico e de Saúde (IDS) 2011 indica que a taxa de desnutrição crónica em Moçambique situa-se nos 43 por cento e que a deficiência em micronutrientes, tais como a vitamina A, afecta cerca de 66 por cento das crianças em idade pré-escolar e é uma das causas da mortalidade infantil.

“Estamos a fomentar e a incentivar as pessoas a aderirem à piscicultura como alternativa alimentar e melhoria de renda familiar. Há adesão da população, por ser estratégia viável, de baixo custo e de fácil disseminação para extinguir a desnutrição” disse.

Contudo, dos  dez  distritos da província, cinco dos mais crónicos em situação de desnutrição, estão condenados a não acolher a iniciativa, por não possuírem cursos de água permanente, condição para o desenvolvimento da piscicultura.

Novo código florestal limita o potencial da aquicultura brasileira




A exploração da aquicultura apenas nas propriedades rurais com até 15 módulos fiscais e o impedimento para a abertura de novas áreas para a atividade - pontos previstos no novo Código Florestal (Lei 12.651) e na Medida Provisória (MP) 571, que complementa a legislação ambiental - poderão comprometer o crescimento do setor aquícola no País. Segundo a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu - que defende a retirada, no texto, dos dispositivos que tratam destes pontos -, estas regras limitam novos investimentos na atividade. Ela explica que os dispositivos que tratam destas questões, além de impedirem a prática da atividade em imóveis com mais de 15 módulos fiscais, também proíbem a supressão de vegetação nativa para a construção de novos tanques e reservatórios para a piscicultura.
“Um proprietário de um imóvel com mais de 15 módulos não pode utilizar um hectare para a piscicultura na grande propriedade, porque o novo Código não permite. E nas propriedades com até 15 módulos, quem quiser construir um tanque escavado para a piscicultura acaba impedido, porque a prática da aquicultura é permitida, desde que não haja novas supressões de vegetação. Mas não há como construir um tanque novo sem a abertura de novas áreas”, justifica a senadora, que discutiu o tema com o ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella.
A limitação da aquicultura aos imóveis de até 15 módulos fiscais está prevista no parágrafo 6º do artigo 4º da Lei 12.651. Já a vedação para a abertura de novas áreas foi incluída no mesmo artigo, por meio da MP 571. Ao defender a retirada deste dispositivo, a senadora argumenta que outro item do mesmo artigo vincula novos empreendimentos da aquicultura aos licenciamentos ambientais para a exploração da atividade, o que torna desnecessário condicionar a vinculação de um novo projeto à proibição da abertura de novas áreas.
Na avaliação da senadora, outra questão que também deve ser levada em conta é a de que as argumentações em relação à existência de tecnologias para a implantação de projetos de piscicultura fora das APPs, em modalidades como as de tanques escavados, não podem ser generalizadas, diante do seu alto custo de implantação e operação. Além deste fator, explica, há a necessidade de construção de reservatórios abastecedores que, por necessitarem de captação de água de chuva, são construídos em locais que dificultam, também, novos investimentos em irrigação por meio de reservatórios, adutoras e infraestrutura para bombeamento de água.
Estes pontos devem voltar à pauta de discussões do Legislativo em agosto, quando os deputados e senadores que integram a Comissão Especial Mista instalada para analisar a MP 571, no Congresso, apreciarão e votarão os destaques ao texto, antes da votação da matéria nos Plenários da Câmara e do Senado. A MP tem validade até o dia 8 de outubro e deve ser votada até esta data para não perder a eficácia.

Governo estuda reduzir área da maior floresta nacional


Para resolver disputa de terras no sul do Pará, Dilma Rousseff pretende tirar de unidade de conservação uma área equivalente a três vezes o tamanho da cidade de São Paulo



             No início de 2006, um decreto do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva criou a Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, a maior de um conjunto de unidades de conservação no sul do Pará que ajudaria a conter o avanço das motosserras na Amazônia. Pouco mais de seis anos depois, o governo de Dilma Rousseff estuda tirar um pedaço da Flona de até três vezes o tamanho da cidade de São Paulo para resolver a disputa de terras na região.
A decisão tem tudo para se tornar histórica. Mais do que a terça parte da maior Floresta Nacional do País, de pouco mais de 1,3 milhão de hectares, está em jogo o destino da política de combate ao desmatamento na Amazônia. Ambientalistas certamente verão nela o início do desmanche das unidades de conservação, cujo ritmo de criação despencou desde o início do governo Dilma.
O problema é um pouco mais complicado. Grande parte das unidades de conservação criadas nos últimos anos não concluiu o processo de regularização das terras. Há bilhões de reais em indenizações a serem pagas. A reivindicação por terras no interior dessas áreas de proteção que implica em redução das unidades de conservação pode chegar a 1 milhão de hectares apenas no sul do Pará, segundo estimativas preliminares.
Há situações a serem corrigidas”, diz a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. “Mas é preciso separar o joio do trigo, para ver quem tem direito à posse da terra e quem a ocupou ilegalmente, para especular e desmatar. Há muito interesse de grilagem na região.”
O assunto está em estudo no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), subordinado ao ministério, e deve ser levado ao gabinete da presidente. Enquanto a decisão não sai, a Flona do Jamanxim abriga rebanhos e pastagens degradadas, além da produção de café, milho e arroz onde, por lei, a única atividade econômica deveria ser o uso sustentável de produtos da floresta.
Ameaças
Em maio deste ano, segundo dados mais recentes de desmatamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), a Jamanxim perdeu 1 km² de floresta – o segundo maior abate de árvores detectado em unidades de conservação no mês. No final do governo Lula, houve duas Operações Boi Pirata dentro da Flona, na tentativa de conter o desmatamento ilegal na unidade. Nessas operações, os animais eram apreendidos pelo governo e depois leiloados.
“Temos uma produção diversificada”, diz Nelci Rodrigues, uma das líderes do movimento para excluir áreas de produção da Flona. Paranaense, ela ocupa um terreno de 2,4 mil hectares, mas sustenta que apenas ocupações até 1,1 mil hectares devem ser reconhecidas, de acordo com o limite da lei de regularização fundiária na Amazônia.
Ocupantes da Jamanxim contam com um forte lobby no Congresso, ao qual aderiram parlamentares da base de apoio do governo. O deputado Zé Geraldo (PT-PA) passou de defensor da criação da Flona a advogado da redução da área. “Foi um remédio amargo, necessário na época, para conter a grilagem desenfreada e a frente de desmatamento”, sustenta o deputado. Ele calcula que cerca 500 famílias deveriam ter suas posses reconhecidas. Ainda pelos seus cálculos, a área no interior da unidade cuja ocupação deveria ser reconhecida alcança 600 mil hectares – quase metade do território da Jamanxim.
Documento encaminhado à ministra Izabella Teixeira pela advogada dos ocupantes da Flona, Samanta Pineda, alega que as pessoas que reivindicam a posse da terra foram atraídas pelo próprio governo federal a ocupar a Amazônia, nos anos 1970. “A inauguração da BR-163 era a concretização da promessa de que a região realmente seria foco dos recursos para o desenvolvimento”, afirma no texto.
Várias unidades de conservação no sul e oeste do Pará foram criadas para evitar a expansão do desmatamento após o asfaltamento da rodovia, que liga Cuiabá a Santarém.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Recadastramento de Discente




Bom dia corpo acadêmico da Universidade Federal do Pará (UFPa), como a greve continua, certos serviços e avisos não são repassados aos discentes e que podem causa futuramente alguns transtornos, graças a alguns discentes, foi comunicado ao Centro Acadêmico  sobre um novo prazo de Recadastramento de Discentes que está disponível na pagina principal da UFPA,  podendo ser feito online no período de 01/06 a 31/08/2012.

Veja abaixo algumas perguntas frequentes:

·         Sou Calouro, devo realizar o Recadastramento?
Não. A atualização cadastral dos calouros é realizada pelo COC - Cadastro Online de Calouros e a homologação é feita pelo CIAC.

·         Após o recadastramento, o que devo fazer?
Após o recadastramento o sistema informa quais cópias de documentos devem ser entregues ao responsável pelo curso, que em alguns cursos é o coordenador e, em outros, o diretor de faculdade. O aluno deve providenciar as cópias solicitadas e entregar ao responsável o mais breve possível, para que seja homologado.

·         Alguns campos do formulário não abrem corretamente, o que devo fazer?
O sistema de recadastramento pode encontrar algumas dificuldades com navegadores desatualizados. Caso o formulário não abra corretamente, tente realizar o recadastramento através de outros navegadores, de preferência nas versões mais atuais. O sistema foi testado e funcionou corretamente nas últimas versões do Firefox, Chrome e Internet Explorer.

·         Sou Aluno Especial, devo realizar o recadastramento?
Não. Estudantes que estão na condição de "Aluno Especial" não devem realizar o recadastramento.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Reitor da UFPA é eleito presidente da Andifes


Lendo essa noticia ficamos bem animados, devido agora ter um representante do Pará dentro da Andifes e com um excelente cargo, mais fica a pergunta "Assumindo a presidência dentro da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, que melhorias isso trará para UFPA?" e ser isso realmente fará alguma diferença para a Universidade Federal do Pará. 
O reitor da Universidade Federal do Pará (UFPA), Carlos Edilson de Almeida Maneschy, é o primeiro paraense e o primeiro reitor da Região Norte a assumir a presidência da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). Criada em 23 de maio de 1989, a Andifes é a representante oficial das universidades federais de ensino superior (IFES) na interlocução com o governo federal, com as associações de professores, de técnico-administrativos, de estudantes e com a sociedade em geral.
A eleição ocorreu na tarde desta quarta-feira, dia 1º de agosto, em Brasília (DF), na sede da Associação. Reitores de universidades de todo o Brasil participaram da eleição. De um total de 56 votos, foram 29 a favor de Maneschy, 26 para o reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Roberto de Souza Salles, e uma abstenção.
"Estou honrado com a escolha e espero atender às expectativas colocadas nesse momento de dificuldade pelo qual as universidades estão passando. Creio que a Andifes é muito importante para que se encontre uma solução, porque os reitores têm um grande papel na mediação para que se resolva esse impasse", afirma Maneschy. Logo após a eleição, o reitor da UFPA tomou posse e, imediatamente, presidiu uma reunião da Andifes.
O mandato é de um ano, a contar da data da posse do novo presidente. Maneschy sucede o reitor da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), João Luiz Martins. Ao presidente da Andifes, compete representar a Associação, convocar e presidir reuniões exercendo voto de qualidade, cumprir e fazer cumprir o Estatuto, as deliberações e as normas aplicadas pela entidade.
O reitor Carlos Maneschy é professor titular da UFPA, onde se graduou como engenheiro mecânico, em 1977. Mestre pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, doutor e pós-doutor em Engenharia Mecânica pela Universidade de Pittsburgh, Carlos Maneschy é também bolsista de Produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), consultor da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e, até então, membro da Diretoria Executiva da Andifes, da qual, agora, assume a presidência.
Para mais informações, acesse o site da Andifes.
Texto: Jéssica Souza – Assessoria de Comunicação da UFPA
Foto:  Ascom/Andifes e Alexandre Moraes

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

II Encontro de Ictiologia para Estudantes Paraenses


              Olá amigos, ficamos sabendo em cima já sobre esse grande evento que tem tudo have com nossa área de atuação, infelizmente não foi um evento divulgado anteriormente, pois seria de grande relevância a nossa participação quanto estudante de Engenharia de Pesca, onde possuímos uma disciplina especifica de Ictiologia. Leia sobre esse evento que teve inicio hoje (02/08).
Nos dias 2 e 3 de agosto, o Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal do Pará (UFPA) realiza o II Encontro de Ictiologia para Estudantes Paraenses. O objetivo do evento é mostrar as pesquisas de alunos de graduação e pós-graduação na área, estimulando a produção acadêmica e as discussões acerca do tema. A ictiologia é a área da zoologia, destinada ao estudo das espécies de peixes existentes na natureza.
A comissão organizadora é presidida pela professora dra. Renata Noronha. Para ela, o diferencial do Encontro, em relação a outros congressos similares, é a estrutura da programação, que permite maior visibilidade aos trabalhos apresentados.
“Geralmente, os congressos são divididos em painéis e, muitas vezes, as pessoas nem sabem o que está sendo apresentado. Aqui, os alunos irão apresentar suas pesquisas para uma plateia, em que estarão presentes outros alunos, professores e pesquisadores, facilitando a interação e a troca de ideias entre eles.”
Oportunidade – Segundo a professora, além dos alunos do ICB, participarão das apresentações pesquisadores do Instituto Federal do Pará (IFPA) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Para ela, é fundamental a oportunidade dos graduandos paraenses mostrarem suas pesquisas aqui, já que, na maioria dos casos, os trabalhos sobre os peixes da Amazônia são apresentados em eventos fora do Estado.
Outro incentivo, de acordo com a professora Renata, será a entrega de prêmios aos melhores trabalhos, cuja avaliação estará sob a responsabilidade da comissão científica do evento, composta por doutores e PhDs no assunto. “Também é uma forma de estimular nossos alunos a estarem qualificados e preparados para levar suas pesquisas para além do Pará”, complementa a coordenadora do evento.
Programação – Os temas serão abordados de acordo com ordens e famílias de peixes. Genética, ecologia, reprodução e comportamento serão abordados, de maneira a inter-relacionar os estudos e propiciar uma visão mais complexa do assunto. “A programação foi estruturada para que os participantes possam acompanhar as palestras e construir um conhecimento mais interligado e completo”, diz Renata.
Para a palestra final do evento, foi convidado o professor Carlos Edwar de Carvalho Freitas, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e pesquisador do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O tema será Os potenciais impactos de mudanças climáticas sobre os peixes e as pescarias da Amazônia.
Participação – Mais de 150 pessoas se inscreveram para participar, entre alunos, professores e pesquisadores da capital e de campi do interior. Essa integração, segundo a professora, acontece com o apoio da Universidade e Fundanção de Amparo à Pesquisa do Pará (Fapespa). “É difícil para esses alunos do interior, pelo alto custo de uma viagem, se deslocarem a eventos do sudeste do Pará, para mostrar seus trabalhos. Com o suporte da UFPA, nós vamos conseguir trazer esses estudantes e aproximá-los de nós”, diz.
Serviço:
II Encontro de Ictiologia para Estudantes Paraenses
Data: 2 e 3 de agosto de 2012
Local: Auditório Manuel Ayres, ICB (Campus Básico da UFPA, bairro Guamá. Entrada pelo Portão 2).
Hora:  a partir das 8h.
Texto: Gustavo Ferreira – Assessoria de Comunicação da UFPA.
Fotos: Alexandre Moraes