segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Pesquisa da Embrapa promete produzir mais camarão em menos tempo


Este é o objetivo maior do projeto de melhoramento genético para crescimento e ganho de peso do camarão branco do pacífico, o Litopenaeus vannamei, que a Embrapa Meio-Norte vem executando no município de Parnaíba, a 348 quilômetros ao norte de Teresina, capital do Estado do Piauí.
O projeto, coordenado pelo pesquisador Luiz Carlos Guilherme, tem como uma das metas aumentar em 5 por cento o ganho de peso por animal melhorado geneticamente, por geração. É meta também aumentar o número de ciclos de engorda anual. Hoje, em média no Brasil, o camarão branco produzido em cativeiro é comercializado em 75 dias após o início da engorda.
A equipe que conduz o projeto, formada pelo pesquisador Laurindo André Rodrigues e o bolsista Ubaldo Bécquer Zúñiga, além de Luiz Guilherme, está entusiasmada com os primeiros resultados. Eles indicam uma herdabilidade — a herança genética — de peso e comprimento total de 30 por cento e 23 por cento, respectivamente dos animais estudados.
Este resultado, segundo os pesquisadores, aponta para uma conclusão animadora: a variância genética aditiva, que é transmitida de pai para filho, pode ser explorada em programas de melhoramento genético. “Podemos agora pensar mais longe nos estudos com essa espécie, buscando uma maior produção e oferta de camarão na região”, diz Luiz Guilherme.
O trabalho é desenvolvido em uma boa estrutura de pesquisa, com uma unidade de larvicultura, que dispõe de 72 caixas de água de mil litros. A unidade, que ocupa uma área de 450 metros quadrados, é mantida sob uma estufa agrícola. As caixas têm kits com sistema simplificado de recirculação de água, coletor automático de resíduos, além de um suporte medusa para desenvolvimento de bactérias e um dosador para solução tampão.
Financiado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), com orçamento total de R$ 150 mil, o projeto é desenvolvimento em parceria com a iniciativa privada. Participam dele as empresas Aquacrusta e Copescal, dos municípios de Acaraú e Aracati, no Ceará; e Sealife, de Parnaíba. As ações de pesquisa começaram em 2011 e vão até o final deste ano.
Nativo do Oceano Pacífico leste, o camarão branco predomina em 95 por cento das criações no Brasil. O Nordeste é responsável por cerca de 92 por cento de toda a produção brasileira dessa espécie. Juntos, os estados do Rio Grande do Norte e Ceará respondem por 70 por cento da produção. Bahia, Pernambuco e Piauí também se destacam na atividade. Em 2010, segundo a Associação Brasileira dos Criadores de Camarão (ABCC), a produção brasileira chegou a 80 mil toneladas.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Peixe macho finge ser alimento para atrair fêmeas



Um pequeno peixe macho tem no corpo um pedaço parecido com comida que usa como chamariz para atrair as fêmeas. Os cientistas descobriram, agora, que a forma deste chamariz muda consoante o tipo de alimento disponível. Natureza a quanto obrigas!
As fêmeas, atraídas pelo que pensam ser comida, mordem o pedúnculo e ficam expostas ao esperma do macho. O comportamento do macho da espécie Corynopoma riisei tem sido estudado pelos cientistas, que descobriram em laboratório que a forma do pedúnculo varia em função do tipo de alimentação das fêmeas.
Os investigadores criaram fêmeas alimentadas com formigas, às quais mostraram machos com ornamentos parecidos com formigas e outros com chamarizes parecidos besouros. As fêmeas preferiram sempre os machos com pedúnculos semelhantes a formigas, concluíram os cientistas.
“A principal descoberta consiste no facto de que as variações na alimentação da fêmea podem levar a mudanças no ornamento do macho, o que, por sua vez, pode levar à formação de novas espécies”, afirmou Niclas Kolm, principal autor e biólogo evolutivo da Universidade de Uppsala, na Suécia. “É a primeira vez que tantas peças do quebra-cabeças foram reunidas.”
Segundo o artigo publicado no Current Biology, o modo de comunicação destes peixes de água doce evolui de modo a reagir às condições do ambiente. O ornamento do macho muda para ficar parecido com o alimento mais frequentemente disponível, o que torna os machos com chamarizes parecidos com formigas mais propensos à reprodução.

Para que exista “variação” no tipo de chamariz usado pelos machos é preciso que a oferta de alimentos varie de acordo com a localização e seja uniforme ao longo do tempo. É também necessário que o contacto entre populações diferentes seja diminuto. Duas condições verificadas nos rios em que os Corynopoma riisei habitam, nas Ilhas Trindade.

Encontro estimula empreendedorismo na pesca e aquicultura


Fonte: Agência Sebrae de Notícias

O Sebrae e o Ministério da Marinha realizarão uma oficina piloto, nos dias 07 e 08 desse mês, com universitários do cursos de Oceanografia e Engenharia de Pesca do Centro Universitário Mont Serrat (Unimonte), de Santos (SP). O objetivo é despertar nos universitários o espírito empreendedor. Além dos alunos do Unimonte, devem participar do evento estudantes da Universidade de São Paulo (USP). 

Segundo a analista-técnica de Agronegócios do Sebrae, Newman Costa, estão programadas palestras e oficinas de empreendedorismo. “Queremos mostrar que existem muitas oportunidades fora do ambiente universitário. O mercado de pesca e aquicultura pode absorver muita gente. As consultorias especializadas aparecem como um grande caminho”, aponta. 

Uma pesquisa realizada pelos ministérios da Pesca e Aquicultura (MPA) e da Marinha mostra que os profissionais da área preferem seguir a carreira acadêmica. O resultado desse movimento é a ausência de trabalhadores especializados em praticamente toda a cadeia produtiva da pesca. “Faltam profissionais preparados para trabalhar com a reprodução de peixes no Brasil”, exemplifica Newman. 

O Sebrae mira no potencial dos empreendimentos desse segmento cada vez mais importante para a economia nacional. Segundo Newman Costa o setor, que envolve aquicultura, maricultura, carcinicultura, piscicultura e outras técnicas, cresce até 30% ao ano no Brasil. “A ausência de pessoal especializado na ponta da cadeia pode frear a produção no país”, avalia. 

O encontro-piloto que foi realizado em Santos, vai oferecer subsídios para a organização de outros grandes eventos patrocinados pelo Sebrae: o Encontro de Coordenadores de Graduação e Pós-Graduação em Ciências do Mar (EncoGrandMar), que acontece em outubro, em Recife (PE), e em novembro, na cidade de Paraty (RJ). 


 




Cientistas detectam câncer de "pele" em peixes do Pacífico

               Boa tarde amigos e amigas, leia abaixo uma interessante noticia sobre casos de peixes com câncer de pele na região do Pacifico entre a Austrália e Papua-Nova Guiné. “Dado o cenário de alterações climáticas e as mudanças constantes no ambiente de corais, entender a causa da doença é importante para contribuir para preservação dos recifes de coral e seus habitantes”


Truta de coral tem manchas negras no couro, resultado da produção desenfreada de melanoma, habitat está abaixo do buraco da camada de ozônio

Peixes conhecidos como truta de coral, que vivem na região da Grande Barreira de Coral, entre a Austrália e a Papua-Nova Guiné, estão com câncer de pele, na imagem, espécie saudável com coloração normal (J.E. Randall/CC)

               Pela primeira vez, cientistas da universidade de Newcastle, na Grã-Bretanha, e do Instituto Australiano de Ciência Marinha, detectaram sinais de câncer de ‘pele’ em peixes que habitam a região da Grande Barreira de Corais, entre a Austrália e a Papua-Nova Guiné, bem abaixo do maior buraco da camada de ozônio. O estudo foi publicado no periódico científico Plos One.
A doença foi encontrada em peixes da espécie Plectropomus leopardos, conhecido como truta de coral, abundante na região. Os peixes apresentaram manchas negras no couro, algumas cobrindo quase todo o corpo do animal, outras atingindo parte da área.

Divulgação/Newcastle University
Manchas negras são indícios de câncer de pele em trutas que vivem no Grande Recife de Corais 
                  Dos 136 peixes analisados, 15% apresentaram essas lesões. Para Michael Sweet, da universidade de Newcastle e coordenador do estudo, os números são significativos.
“Concentramos esforços nesta espécie de truta, mas durante a pesquisa percebemos padrões parecidos de melanoma em pelo menos outras duas espécies que vivem na mesma área”, falou. “As amostras são de peixes com câncer de ‘pele’ superficial. Mas como o animal fica mais vulnerável ao desenvolver a doença, se locomove menos e come pouco, acreditamos que eles se tornam presas fáceis da pesca e, por isso, pode haver mais casos de doenças nos animais marinhos”, falou.
Câncer em peixes – Até então, casos de câncer de ‘pele’ em peixes só era conhecido em espécies usadas dentro de laboratórios, para estudo da evolução da doença. Nestas espécies, genes que sofriam mutação passavam a produzir melanoma desenfreadamente. Fora do laboratório, esta é a primeira vez que a doença é descrita.

Buraco na camada de ozônio – Michael Sweet ainda não diz categoricamente que o câncer no couro dos peixes é causado pela exposição extensiva aos raios ultravioleta devido ao buraco na camada de ozônio na região. Segundo ele, outros estudos mais conclusivos precisam ser feitos para comprovar a hipótese.
No entanto, Sweet afirma que os padrões de melanoma nas trutas são os mesmos apresentados em peixes de laboratório alterados geneticamente para desenvolver a doença. Segundo Sweet, isso pode ter ocorrido também com a espécie estudada.
“Dado o cenário de alterações climáticas e as mudanças constantes no ambiente de corais, entender a causa da doença é importante para contribuir para preservação dos recifes de coral e seus habitantes”, falou Sweet.
O próximo passo será estudar uma amostra maior de peixes para tentar determinar a extensão da doença na população de animais marinhos e os reflexos dessa doença no modo de vida dos cardumes.


Diversos Alevinos de Tambaqui foram distribuídos pelo Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (IDAM)a


Diversos alevinos filhotes de tambaqui foram distribuídos pelo Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam), com o objetivo de fortalecer a piscicultura familiar nos municípios vizinhos, que tem áreas propicias para o desenvolvimento da atividade no Amazonas.
O processo de distribuição de 60 mil alevinos aos agricultores familiares de Alvarães (a 531 km de Manaus), Tefé (a 523 km de Manaus) e Uarini (a 565 km de Manaus) iniciou no sábado (4). Os filhotes são frutos da Unidade de Produção de Alevinos (UPA) inaugurada recentemente.
De acordo com o Engenheiro De Pesca, Cristiano Leitão Amorim, os alevinos foram entregues medindo aproximadamente cinco centímetros, uma vez que antes da distribuição passaram pela recria de 40 dias, com o intuito de distribuir um lote de alevinos mais homogêneo e resistente a predadores.
É importante destacar que a UPA tem capacidade de produzir, em média, mais de 900 mil alevinos, ao ano.

Semana de Integração das Ciências Agrárias - SICA



Olá corpo acadêmico, e com grande satisfação que o grupo torna publico informações a respeito de um grande encontro que ocorre todos os anos no Campus de Altamira/UFPA, SICA – Semana de Integração das Ciências Agrárias, evento esse que tem como objetivo realizar discursos a respeito dessa grande área do conhecimento que é as ciências agrárias, englobando diversos cursos de engenharia voltados a ciências agrárias e outros cursos existente na UFPa e demais instituições presentes no Estado, cursos esses como, Engenharia Agronômica, Engenharia Ambiental, Engenharia Florestal, Engenharia de Pesca, Veterinária, Zootecnia, e entre outros que estão convidados a participarem desse encontro.

A coordenação da 12ª Semana de Integração das Ciências Agrárias tem a honra de divulgar a todos o tema da 12ª SICA: "Organização Produtiva para o Desenvolvimento Rural na Amazônia", o evento ocorrerá de 5 a 9 de novembro de 2012.

A Semana de Integração das Ciências Agrárias foi criada em 2000 pelos alunos do curso de Licenciatura Plena em Ciências Agrárias da Universidade Federal do Pará – UFPA/Campus Universitário de Altamira que sentiram a necessidade de integrar a universidade, discentes, docentes e a comunidade em geral (produtores rurais, sindicatos, pesquisadores, associações, cooperativas e instituições públicas e privadas), envolvida no processo de discussão a cerca da dinâmica de desenvolvimento regional.

            Atualmente a SICA é coordenada pelos discentes dos cursos de Engenharia Agronômica e Engenharia Florestal e configura-se em uma conjuntura de aproximação dos atuais e futuros profissionais das Ciências Agrárias com os principais sujeitos de execução (agricultores). Onde os temas debatidos são essenciais para exploração racional dos recursos naturais e garantia de sustentabilidade econômica e social do homem nesta região.

Acesse o Site oficial do encontro para sabe da programação, minicursos, alojamento, valor das inscrições e contatos.  http://sicaufpa.webnode.com/