quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Governo desrespeita a categoria anunciando acordo e greve continua

Leia abaixo a materia sobre aa negociações entre os professores federais e o governo.

Fonte: ANDES-SN

Em uma atitude de total desrespeito com as reivindicações dos professores federais, em greve há 77 dias, o governo federal disse na reunião desta quarta-feira (01/08) que irá assinar acordo com o Proifes.

A afirmativa foi feita após o ANDES-SN, Sinasefe e Condsef apresentarem as respostas das assembleias de base, que rejeitaram, mais uma vez, o proposto pelo Executivo. Para os docentes, a alteração pontual colocada na mesa, na última semana (24/7), não modificou a essência da proposta do governo, o que foi reconhecido pelos próprios representantes do Ministério do Planejamento. Desta forma, continua ignorando pauta da greve nas Instituições Federais de Ensino: reestruturação da carreira docente e valorização e melhoria nas condições de trabalho docente nas IFE. Confira aqui o documento apresentado pelo ANDES-SN.

“Todas as assembleias votaram pela rejeição da proposta. No entanto, governo opta por assinar acordo com uma entidade que é sua parceira, e que não tem representatividade junto à categoria. Nós vamos continuar firmes na greve e são as assembleias de base que determinarão os rumos do movimento”, afirmou Marinalva Oliveira, presidente do ANDES-SN.

Marinalva apontou ainda que a categoria tem disposição para negociar, mas que o governo não dialoga com a lógica da proposta apresentada pelo ANDES-SN e pelo Sinasefe. “O Executivo permanece surdo às nossas reivindicações, numa atitude de total desrespeito com os professores”, denunciou.

Na mesa, o ANDES-SN foi enfático em afirmar que o governo tomou uma decisão que aparentemente já estava acordada na semana passada e introduziu um novo método no trato com os servidores públicos federais.

“Isso é uma escolha política, que ignora as decisões legítimas de assembléia e nega o processo democrático de negociação. Promove um processo até chegar ao impasse e aí chama seus parceiros para assinar acordos unilaterais. Essa Secretaria de Relações do Trabalho inova, mas para menos, ao desconsiderar as decisões da categoria em greve e das entidades que dirigem o movimento”, disse Marina Barbosa, 2 ª secretária do ANDES-SN, no fechamento da reunião.

O Sindicato Nacional ressaltou, novamente, que não iria assinar um acordo que pode retirar direitos dos docentes e que, ao invés de valorizar, aprofunda e consolida a desestruturação da carreira, que já se encontra emperrada.

Durante a reunião, o Secretário de Relações do Trabalho, Sérgio Mendonça, comunicou que, por determinações superiores, a negociação com os técnicos-administartivos teria início na próxima semana, com Fasubra e Sinasefe.

VÍGILA


Enquanto a reunião ocorria, representantes dos Comandos Nacionais de Greve do ANDES-SN, dos Estudantes e do Sinasefe se concentraram em frente ao prédio do Ministério do Planejamento. Atividades de vigília foram realizadas pelos Comandos Locais de várias instituições federais de ensino, por todo do país.

HISTÓRICO

Em greve desde 17 de maio, os professores das Instituições Federais de Ensino reivindicam a reestruturação da carreira docente, processo acordado em agosto do ano passado com o governo e não cumprido, e a valorização e melhoria nas condições de trabalho docente nas IFE.

Após 57 dias de paralisação, o governo apresenta uma proposta de reajuste na tabela salarial, que promove, ao final dos três anos previstos de parcelamento, a corrosão no poder de compra de grande parte da categoria. Os 45% tão alardeados pelo governo, contemplariam apenas pequena parcela dos docentes, uma vez que seriam concedidos apenas aos titulares, doutores, em regime de dedicação exclusiva. Este percentual também é falacioso, pois considerando a inflação estimada no período 2010-2015, representam menos de 10% de recomposição salarial para este segmento.

Além disso, entre outros pontos, o governo estabelecia novos parâmetros para progressão na carreira que desrespeitavam a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e feriam a autonomia universitária prevista na Constituição. Essa proposta foi rejeitada por unanimidade pelos docentes.

Em 24 de julho, foi apresentada uma reformulação, remetendo a grupos de trabalho diversos pontos estruturais da carreira, que provocaram tensionamentos na negociação, como o reequadramento dos aposentados, os critérios para avaliação institucional e promoção entre classes.

Nesta proposta, ficou evidente que os representantes do executivo mais uma vez desconsideraram os argumentos do ANDES-SN e apresentaram parâmetros que consolidam a desestruturação e o caráter produtivista da atual carreira dos professores federais.

Além disso, não respondem em nenhum momento como pretendem atender ao segundo ponto prioritário da pauta da greve: melhoria nas condições de trabalho e estudo. Jogam também essa questão para ser discutida num GT, que será formado após a assinatura do acordo. Essa proposta foi novamente rejeitada por todas as assembleias.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Café de tucumã é apresentado em mostra de ciência da SBPC


Ingrediente de várias receitas amazonenses, o fruto rende um pó, feito com a amêndoa, que tem o mesmo aspecto e odor do café tradicional


Produzido com a amêndoa do fruto do tucumã, o café da Amazônia faz sucesso na ExpoT&C, mostra de ciência, tecnologia e inovação da 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Segundo a professora de química Alessandra Lopes Guimarães, a descoberta do café ocorreu por acaso, na busca de potencialidades do fruto bastante conhecido na Amazônia Legal.

“Junto com meus alunos do ensino médio, ao pesquisar o fruto, começamos a sentir um cheiro muito forte, semelhante ao do café. Depois de algumas análises, chegamos ao produto”, contou a professora.

O pó de café de tucumã tem o mesmo aspecto e odor do tradicional, “com o benefício de ser descafeínado”, relatou a professora. Além dele, a amêndoa do fruto produz óleo, manteiga e azeite. O tucumã é ingrediente de várias receitas amazonenses. Com a polpa é possível fazer sorvete, iogurte, bolo e o X-Caboclinho, sanduíche regional com queijo de coalho e o fruto. “É o preferido da região”, disse ela.

O fruto do tucumanzeiro, palmeira espinhosa que chega a alcançar 15 metros de altura, é colhido ao cair, quando maduro. A casca também é aproveitada para produção de adubo, e o caroço serve para artesanato. “Nós que vivemos em comunidades rurais e ribeirinhas temos dificuldades de ir até a cidade, muitas vezes por falta de acessibilidade. Para compensar, aproveitamos ao máximo todas as possibilidades que a mata tem a nos oferecer. Então, com esse fruto, que nasce dentro da mata bruta, extraímos o máximo de possibilidades. Ela não deixa nos faltar nada”, ressaltou.

De acordo com Alessandra Lopes, o café de tucumã está em fase experimental e ainda não é produzido comercialmente.

A ExpoT&C reúne centenas de expositores, como universidades, institutos de pesquisa, agências de fomento e entidades governamentais. A mostra termina na sexta-feira (27/7).

terça-feira, 24 de julho de 2012

Universidade do Amazonas cria oito novos cursos para Manaus e interior


Universidade do Estado do Amazonas disponibilizará 532 novas vagas. 
Instituição ofertará 3.569 vagas em vestibular para ingresso de estudantes.


Fonte:  G1.globo.com

A Reitoria da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) anunciou, nesta terça-feira (24), a criação de oito novos cursos e ampliação do número de vagas da instituição. A partir do vestibular deste ano, serão oferecidas 3.569 vagas para estudantes ingressarem na instituição em 2013.
De acordo com o reitor da UEA, professor José Aldemir, 532 novas vagas serão disponibilizadas. Do total de oportunidades na modalidade de graduação superior, 1.675 são para as unidades que funcionam em Manaus, 1.730 para as que estão localizadas no interior do Amazonas e 164 vagas destinadas exclusivamente às populações indígenas.
“Dentre os novos cursos é importante destacar o de Engenharia Naval, o curso de Tecnologia em Produção Audiovisual, Enfermagem e vários outros cursos na área de tecnologia”, revelou o reitor.
O professor José Aldemir explicou que a Reitoria ouviu a comunidade e considerou alguns aspectos para fazer a escolha da implantação dos cursos da universidade. “Fundamentalmente, ouvimos a sociedade local. No caso específico do curso de Engenharia Naval, levamos em conta a demanda do setor produtivo articulada a uma política do estado com a criação do Polo Naval. Como nós somos responsáveis no Amazonas pela política de formação de recursos humanos, nos antecipamos e criamos o curso de engenharia que formará a partir dos próximos quatro anos engenheiros naval para atender a demanda do mercado local”, enfatizou.
Segundo ainda o reitor, algumas áreas do mercado local já são ocupadas por profissionais formados pela UEA. “Principalmente, no setor de tecnologia os nossos regressos se inserem no mercado de trabalho, mas a universidade além de atender essa expectativa do mercado, ela também oferece cursos na área da discussão do conhecimento como, por exemplo, os da área de artes. E agora estamos oferecendo o curso novo de Tecnologia em Produção Audiovisual com esse foco no fomento de atividades econômicas, de arte e cultura”, ressaltou José Aldemir.


Cronograma
O cronograma de atividades do vestibular 2012 da UEA começa a partir do dia 6 de agosto com as solicitações de isenção de pagamento da taxa de inscrição, que podem ser requeridas até o dia 10 do mesmo mês. Já as inscrições do vestibular ocorrem entre os dias 27 de agosto e 28 setembro através do portal da instituição na internet. As provas de conhecimentos gerais e específicos estão previstas para serem aplicadas nos dias 10 e 11 de novembro.
Além do vestibular, a Universidade do Estado do Amazonas também promoverá a primeira e a segunda etapa do Sistema de Ingresso Seriado (SIS). Neste caso, a aplicação do certame será dia 12 de novembro. O período de inscrições é o mesmo do vestibular normal através do portal da UEA.
Novos Cursos
Engenharia Naval (UEA-Manaus): 42 vagas;
Tecnologia em Produção Audiovisual (UEA-Manaus): 42 vagas;
Tecnologia em Biotecnologia (UEA-Manaus): 42 vagas;
Tecnologia em Gestão Ambiental (UEA-Parintins e Tefé): 104 vagas;
Tecnologia em Gestão de Turismo (UEA- Tefé): 52 vagas;
Tecnologia em Produção Pesqueira (UEA- Tefé e Itacoatiara): 104 vagas;
Tecnologia em Alimentos (UEA- Tefé e Itacoatiara): 104 vagas;
Enfermagem (UEA- Parintins): 42 vagas.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Ostras podem acumular agentes causadores de doenças, comprova pesquisa


Fonte: Revista Pesquisa Fapesp, Jul/2012 (http://revistapesquisa.fapesp.br)

Uma das soluções seria ingerir o alimento cozido à temperatura superior a 90 ºC

Isis Nóbile Diniz | Edição Online 28 de março de 2012

Um grupo de pesquisadores brasileiros avaliou os impactos de diferentes graus de poluição na criação da ostra-do-pacífico em Florianópolis, capital de Santa Catarina, responsável por 95% da produção do molusco no Brasil. Em busca de um diagnóstico sobre as condições dos animais comercializados, o estudo publicado em fevereiro na Ecotoxicology and Environmental Safety confirmou que as ostras podem acumular em seu organismo compostos químicos e agentes como vírus, bactérias e protozoários, causadores de doença em pessoas. Esses organismos podem provocar infecções, principalmente em quem ingere o alimento cru. A pesquisa também mostrou que moluscos provenientes de locais de criação de ostras continham vírus mesmo quando os locais de cultivo apresentavam níveis aceitáveis de coliformes fecais, segundo resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). Situações críticas foram encontradas em animais experimentalmente colocados em ambientes mais poluídos, não usados como criadouros.

A ostra (Crassostrea gigas) se alimenta dos plânctons que vivem à deriva no mar, e faz isso sugando e filtrando a água. “Além do próprio alimento, ela absorve outros compostos químicos e orgânicos que estão na água que ser morta ou se infectar com esses vírus, bactérias e protozoários. Eles ficam retidos no tecido do animal, protegidos de agressões como a radiação ultravioleta do Sol”, conta a coordenadora do estudo Célia Regina Monte Barardi, do Laboratório de Virologia Aplicada do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). As ostras podem acumular metais, pesticidas e outros compostos orgânicos em seus tecidos e nas brânquias, chegando a concentrações maiores do que as presentes na água do mar. Portanto, a qualidade dos moluscos comercializados está relacionada às condições sanitárias das águas onde são cultivadas.


Áreas analisadas pelos pesquisadores

O estudo foi realizado em parceria com o Núcleo de Estudos em Patologia Aquícola e Centro de Ciências Agrárias e Laboratório de Biomarcadores de Contaminação Aquática (ambos da UFSC), Laboratório de Química Orgânica Marinha da Universidade de São Paulo (USP) e Laboratório de Protozoologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Os pesquisadores inseriram ostras provenientes do Laboratório de Cultivo de Moluscos Marinhos (UFSC), situado em Sambaqui (veja mapa) em quatro locais: Ribeirão da Ilha (número 1 no mapa) e Santo Antônio de Lisboa (2), onde atualmente há cultivo de moluscos; Tapera (3), com cultivo desativado devido à proximidade da costa e tráfico intenso de barcos, o que causam a contaminação do mar; e foz do rio Bücheler (4), impróprio para cultivo por receber despejo de esgoto.

A água do mar e os sedimentos foram analisados no momento em que os pesquisadores deixaram as ostras e 14 dias depois, quando as recolheram. A equipe verificou por meio de análise microbiológica a contaminação dos moluscos por vírus que atacam humanos, compostos orgânicos, protozoários e bactérias como coliformes fecais, eliminados pelas fezes e urina das pessoas, além de metais pesados, derivados de petróleo e pesticidas despejados no mar.

Como esperado, as ostras coletadas da foz do rio Bücheler, o mais poluído dos quatro locais estudados, continham um maior número de patógenos humanos: adenovírus (que pode causar infecção nas vias respiratórias, conjuntivite ou gastroenterite), norovírus (principal causa não bacteriana de gastroenterite aguda), vírus da hepatite A, poliomavírus (perigoso para pessoas com baixa imunidade) e coliformes fecais. Pesticidas, hidrocarbonetos e esteroides também foram encontrados dentro das ostras retiradas próximas ao rio Bücheler. Já as coletadas na antiga área de cultivo Tapera continham norovírus, coliformes fecais e o protozoário Cryptosporidium spp., que pode desencadear problemas intestinais.

As ostras coletadas nas duas áreas usadas atualmente para cultivo, Ribeirão da Ilha e Santo Antônio de Lisboa, apresentaram menor quantidade de desencadeadores de doenças comparados às outras regiões analisadas. Porém, como eles filtram a água do mar, os moluscos provenientes dessas regiões ainda correm risco eventual de contaminação. Isso porque ambos os locais estão sujeitos a receber a entrada de esgoto doméstico, rural, urbano tratado e não tratado e poluentes, como derivados do petróleo.

“Uma solução para quem gosta dos moluscos seria ingerir o alimento cozido, pode ser ‘no bafo’ (vapor), a uma temperatura superior a 90 ºC. Essa ação inativa vírus, protozoários e coliformes fecais”, explica a pesquisadora. Porém, não elimina pesticidas ou metais pesados.

“Outra maneira de proteger a população da contaminação por microrganismos, pesticidas ou metais pesados seria cultivar a ostra em água limpa”, conta Célia. Com o objetivo de reduzir o risco de contaminação por microrganismos causadores de doença, os pesquisadores da UFSC, entre eles uma das autoras do estudo Doris Sobral Marques Souza, estão testando pequenos depuradores em forma de tanques. “A água desses depuradores é esterilizada com luz ultravioleta. Como a ostra se alimenta ao filtrar a água, esperamos que a permanência dos moluscos dentro dos tanques com água do mar purificada pela radiação ultravioleta, diminua a quantidade dos contaminantes retidos pelas ostras”, diz a pesquisadora. A ideia é instalar equipamentos dentro de restaurantes e estabelecimentos que comercializam o molusco.


http://revistapesquisa.fapesp.br/2012/03/28/ostras-podem-acumular-agentes-causadores-de-doen%c3%a7as-comprova-pesquisa/

Trabalho em grupo transforma a vida de pequenos produtores no ES

                     Boa noite corpo acadêmico da UFPA e demais instituições, assistindo o Globo Rural de domingo (22/07/12) uma reportagem me chamou atenção, foi sobre a criação de uma Associação dos produtores de café de Espirito Santos, que mudou radicalmente a trajetória de vida dos moradores da comunidade, sem fala foi um tapa na cara de muitos governantes que apoiam um tipo de crescimento e desenvolvimento voltado ao agronegócio e ao monocultivo em massa, ações que segundo pesquisas cientificas comprovam que essas atividades são extremamente danosas ao meio ambiente, além de afeta e muito a vida da população adjacente a essas áreas de cultivo.

Assistindo essa reportagem fica claro que a agricultura família recebendo o devido apoio e o incentivo a criação de cooperativas e associações podem sim faze com que a produção agrícola do país cresça, além de trabalha em conjunto com ambiental, social e econômico, tríade do desenvolvimento sustentável.

Muitos são os que dizem que a agricultura família não tem bons resultados de produção, mais lendo a matéria do Globo Rual e assistindo ao vídeo podemos vê que isso é mentira! mentira essa sustentada por grandes latifundiários e pessoas da elite, que visam apenas o lucro e agem firmemente no Brasil devido ao apoio lamentável do governo federal que incetiva praticas dessa natureza, sustentando uma ideia ridícula de que a agricultura família não pode se capaz de atender a demanda...

leiam abaixo um exemplo de agricultura família, com a criação de uma associação que juntando o trabalho de uma comunidade conseguiram reverte a sua situação, que antes eram de sobreviventes, agora são pessoas que vivem, vivem de bem com o meio ambiente, extraindo e crescendo sem degrada-lo.


 Fonte: G1.globo.com


A fundação de uma associação mudou radicalmente a vida dos produtores de café do Espírito Santo. Com o trabalho em conjunto eles conseguiram superar vários problemas da comunidade.

A paisagem do sul do Espírito Santo combina muitas montanhas e vales bonitos, pedras imensas e cachoeiras. A comunidade Palmeiras, cujo nome vem das palmeiras que dominam o morro, fica no município de Mimoso do Sul, perto da divisa com o Rio de Janeiro. O lugar, formado por 40 famílias, se destaca pelo plantio de banana e, principalmente, pelas lavouras de café conilon, produto mais importante da região. As áreas de cultivo são pequenas e variam de três a cinco hectares.

O agricultor José Cláudio Carvalho e a esposa, Rosa Machado, nasceram e cresceram na comunidade. “A nossa história de comunidade tem uma transformação muito grande. No passado era muito difícil. Trabalhava-se, mas tinha pouca renda. A gente trabalhava de forma e desorganizada e não tínhamos produtividade”, diz.

As transformações em Palmeiras começaram em 1991, ano em que um madeireiro de fora da cidade comprou um lote de terra e começou a cortar árvores no alto do morro. O desmatamento, que colocava em risco as nascentes e os rios da comunidade, gerou uma reação. “Imediatamente nós nos unimos, fizemos um abaixo-assinado e tentamos envolver orgãos que pudessem nos ajudar. Em uma semana, nós conseguimos impedir a derrubada”, diz o agricultor Juvanildo Machado.

Além de salvar as nascentes, a reação dos agricultores marcou uma mudança de atitude. Primeira vez, eles agiram em grupo. No início, a associação, fundada em 1992, enfrentou dificuldades. Como a experiência era nova, muitas pessoas desconfiavam desse trabalho. Aos poucos, com muitas conversas, acertos e erros, as reuniões foram ficando cheias e o resultado apareceu.

Na primeira mudança, os agricultores começaram a trabalhar nas lavouras em um esquema de mutirão. No trabalhando em grupo os vizinhos não precisavam mais gastar com mão de obra na hora da colheita.

Motivados pelo novo ambiente de trabalho, os agricultores decidiram resolver a questão da baixa produtividade das lavouras de café, outro problema sério da comunidade. Para isso entraram em contato com entidades de pesquisa e assistência técnica da região.
O primeiro socorro veio do Incaper, um órgão do estado do Espírito Santo. Os agricultores passaram a receber visitas regulares de agrônomos e técnicos. Foi uma fase de aprendizado. Naquele tempo, as lavouras eram antigas e pouco adensadas. As plantas tinham muita praga e davam pouco café.

As melhorias causaram uma disparada na produtividade das lavouras. Antes, os agricultores não colhiam mais do que dez sacas por hectare. Hoje, a colheita, na mesma área, passa facilmente de 70 sacas.

As primeiras conquistas ligadas à associação foram tão positivas que acabaram mudando o ânimo de toda a comunidade. Muitos jovens agricultores, que já tinham largado o estudo, resolveram voltar para a escola e se formar no ensino médio.

Engenharia de Pesca se destaca pela qualidade de ensino


A graduação em Engenharia de Pesca da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Campus Toledo, se consolida como uma das melhores do País tanto que desde 2008 mantém conceito cinco no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), feito pelo Ministério da Educação (MEC). No entanto, muitas pessoas ainda desconhecem qual é o campo de atuação de um engenheiro de Pesca. O professor/coordenador do curso de Engenharia de Pesca da Unioeste, Éder André Gubiani, explica que a graduação capacita para vários tipos de trabalho. “O curso atua em duas linhas fundamentais: a aquicultura e o manejo de recursos pesqueiros”. O professor diz que dentro destas duas áreas existem grandes possibilidades de trabalhos. “Além de peixe podemos trabalhar com camarão, ostra, mexilhão, rã, lagosta, algas entre outros”, comenta.
Éder ainda destaca a importância deste curso para a região Oeste do Paraná. “Nossa região apresenta grandes quantidades de recursos hídricos e isso favorece a produção aquícola/pesqueira”. Ele fala que hoje já existem muitos produtores e também diversos pesque-pagues que geram benefícios às cidades e a população.
Áreas de atuação
Conforme Éder, o profissional formado pode trabalhar no cultivo, desde a reprodução até a engorda, em frigoríficos na parte de processamento e agregação de valor em produtos e subprodutos do pescado, além de poder atuar na assistência técnica e prestação de serviços. Também pode produzir equipamentos para a pesca; abrir empresas de consultoria técnica e atuar na avaliação de impactos ambientais em empreendimentos implantados em recursos hídricos; pode ainda trabalhar em projetos e execução de obras para piscicultura/aquicultura, como construção de viveiros, canalizações e instalação de tanques-rede, além de barracões e frigoríficos.
Perfil dos estudantes
O professor fala que é comum, alunos que já tenham alguma afinidade com a piscicultura, procurar este curso. “Geralmente os alunos são filhos de piscicultores, mas isto não é regra para entrar”, garante. O professor conta que na Unioeste já foram formados aproximadamente 137 profissionais.
Outro ponto que Éder destaca é que há grande número de acadêmicos que vem de outros estados brasileiros para cursar Engenharia de Pesca em Toledo, isso possivelmente é reflexo da qualidade do curso ofertado pela Unioeste. “Nosso curso acabou de completar 15 anos, embora novo, dividimos o título de melhor curso de Engenharia de Pesca do Brasil com a Universidade Federal do Ceará que é uma das primeiras universidades que disponibilizou esse curso no País”.
Opções para estudantes
Os estudantes no primeiro ano podem procurar grupos de pesquisa que disponibilizam bolsas de estágio. Estes grupos são vinculados ao Curso de Engenharia de Pesca. No segundo ano, é possível conseguir bolsas de iniciação científica, com projetos individuais ou em grupos. Depois de finalizada a graduação, a Unioeste oferece ainda a pós-graduação no nível de Mestrado em Recursos Pesqueiros e Engenharia de Pesca.
Grupos de pesquisas
Junto à graduação estão vinculados três grupos de pesquisas. O Grupo de Estudos de Manejo na Aqüicultura (Gemaq), Grupo de Pesquisas em Recursos Pesqueiros e Limnologia (Gerpel) e Grupo de Pesquisa em Tecnologia de Produção e Conservação de Recursos Pesqueiros e Hídricos (Getech).
Estes grupos desenvolvem pesquisas nas mais diversas áreas de atuação do profissional formado em Engenharia de Pesca, desde o desenvolvimento da aquicultura até o manejo de recursos naturais. “Os grupos atuam nas linhas de ensino, pesquisa e extensão, proporcionando inúmeras oportunidades para os acadêmicos, tanto da graduação como da pós-graduação. Além disso, atuam na prestação de serviços tanto na área de aquicultura como no manejo de recursos pesqueiros”, finaliza.
Da Assessoria