sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Carteirinha Estudantil

Bom dia!

Aos discentes que solicitaram a Carteira de Estudante pelo nosso centro acadêmico, informamos que as mesmas já estão disponíveis em nossa sala (Bloco 3, sala 3, 2° andar).

Para a entrega será preciso o comprovante de solicitação e/ou documento com foto.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Ocupação da Universidade Federal do Pará, Campus Bragança, contra a Proposta de Emenda Constitucional 241/2016

O Movimento de Ocupação e Resistência contra a PEC 241/2016 da UFPA campus de Bragança, em assembléia dos estudantes realizada na noite do dia 31 de outubro de 2016, decidiu por unanimidade iniciar a ocupação dos espaços físicos desta unidade em resistência e protesto à Proposta de Emenda Constitucional 241/2016 (55/2016). Desta forma, convocamos toda à comunidade, estudantes, professores, técnicos, servidores, pais e sociedade em geral para somarmos na luta contra esta e outras propostas deste governo ilegítimo que representam retrocessos às conquistas sociais dos últimos anos com o objetivo de agradar o grande capital nacional e internacional.
Este movimento compreende a necessidade de medidas para o equilíbrio das contas públicas, porém não reconhece a PEC 241 como alternativa justa e eficiente para este fim, pois a referida proposta penaliza a classe trabalhadora, colocando-nos de forma autoritária como pagadores da conta. É importante ressaltar que existem diversas outras propostas que visam o ajuste fiscal, e que precisam ser amplamente debatidas com a sociedade para juntos optarmos pela melhoria, assegurando o desenvolvimento econômico sem prejuízo das políticas e investimentos sociais.

Somos parte de um movimento de carácter nacional que vem ganhando forças, tendo mais de 1000 escolas ocupadas e centenas de campis universitários, bem como de institutos federais, que comungam das iniciativas de ocupação como ato de repúdio e resistência às investidas do governo ilegítimo.
Estamos em programação constante de forma à dedicar esses dias de ocupação o espaço acadêmico somente para discussões de cunho político, social e cultural pondo em pauta as consequências das ações golpistas. Para isso, estarão em agendas Rodas de Conversas, Grupos de Discussões, Aulões, Cinedebate, dentre outros, de forma que a discussão possa ser aberta à comunidade.
Pedimos apoio da comunidade em geral quanto a doação de alimentos, contribuição financeira, e também pelo apoios nas redes sociais e na participação em nossa programação. 


Texto: Movimento de Mobilização e Resistência UFPA-Bragança
Imagens: Assessoria de Marketing - CAEP

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Engenheira de pesca desenvolveu o alimento em estudo na Universidade Federal do Pará



Barrinha de peixe

Desta vez, o desenvolvimento de um produto foi matéria de um programa de televisão em rede nacional, COMO SERÁ da TV REDE GLOBO.
 

Você já imaginou uma barra de cereal com nove ingredientes, entre eles o farelo da pescada gó? Esse é o resultado de uma pesquisa de quatro anos da engenheira de pesca Elen Ribeiro.

O alimento tem doze por cento a mais de proteína do que a barra que a gente costuma comprar no supermercado. Outro aspecto interessante é que a barrinha não tem o gosto nem o cheiro do peixe.


O curso vem se destacando no cenário nacional por conta das inovações que sempre são bem sucedidas.



quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Aos que ainda não solicitaram as carteirinhas de estudante, já é hora de procurar o CENTRO ACADÊMICO DE ENGENHARIA DE PESCA, fica no bloco 3, sala 3 nos altos.

O prazo de solicitação foi PRORROGADO até o dia 31 deste mês.


Leve uma foto 3x4 ou digital e preencha  seu formulário que está disponível no CAEP-UFPA.

OBS: Os formulários já estão disponíveis.

Assessoria de Marketing e Publicidade-CAEP

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Instituto de Pesca conduz estudos sobre a reprodução do mero (Epinephelus itajara) em cativeiro

O Instituto de Pesca de São Paulo (IP) está conduzindo uma pesquisa sobre a reprodução do mero (Epinephelus itajara) em cativeiro.
 O mero é um peixe marinho da família dos serranídeos e encontra-se na lista vermelha das espécies ameaçadas da União Internacional para Conservação da Natureza. A sua captura está proibida desde 2002 no Brasil.
O pesquisador Eduardo Sanches coordenada o estudo que tem o objetivo de desenvolver um banco de sêmen da espécie, avaliar a variabilidade genética e obter os primeiros exemplares  produzidos em cativeiro.

Desde pesquisas anteriores, realizadas com garoupas-verdadeiras, o Instituto de Pesca se tornou a única instituição a manter um banco de sêmen de serranídeos ameaçados de extinção e a criar protocolos para reprodução em cativeiro dessa família de peixes no Brasil. Os avanços conquistados nessa área despertaram o interesse de pesquisadores do projeto Meros do Brasil, que buscaram a parceria da equipe do IP para desenvolver as pesquisas sobre reprodução do mero e, com isso, obter os primeiros exemplares dessa espécie produzidos em cativeiro. Durante os primeiros 12 meses de manutenção dos peixes em Ubatuba, ainda em 2014, os pesquisadores já haviam  realizado a inversão sexual e a produção de sêmen.

Até o momento, a equipe do IP já realizou com sucesso o congelamento do sêmen e criou o primeiro banco de esperma da espécie. Agora, os pesquisadores se debruçam sobre a etapa de ovulação e produção de larvas para, enfim, obter os primeiros meros nascidos no laboratório do IP em Ubatuba.

Foto: merosdobrasil


quinta-feira, 9 de junho de 2016

Governo do Estado desburocratiza outorga de direito de uso de recursos hídricos para o setor aquícola


O governo do Pará vem realizado ações para incentivar a produção aquícola do Estado. Na última sexta-feira, após uma série de reuniões entre técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) e da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), foi definido um protocolo que desburocratiza a outorga de direito de uso da de recursos hídricos, atendendo a uma das principais reivindicações do setor aquícola.

A partir de agora os empreendimentos de aquicultura que apresentem acumulações de volumes de água de até 30 mil metros cúbicos por ano poderão ser dispensados de outorga de direito de uso de recursos hídricos, após análise da Semas, em um procedimento muito menos burocrático.

 Após análise e deferimento do pedido de outorga o aquicultor receberá a Declaração de Dispensa de Outorga, ficando isento do pagamento de taxa cobrada pela SEMAS.

Para maiores informações, confira abaixo a nota técnica da Diretoria de Desenvolvimento da Pesca e da Aquicultura da Sedap.

NOTA TÉCNICA SOBRE A DISPENSA DE OUTORGA

A SEDAP, por meio da Diretoria de Desenvolvimento de Pesca e Aquicultura – DIPAq/CDAQ vem informar que os EMPREENDIMENTOS DE AQUICULTURA que apresentem acumulações de volumes de água de até 30.000 m³ por ano poderão ser consideradas dispensadas de outorga de direito de uso de recursos hídricos após análise da Gerência de Outorga, Cobrança e Compensação – GEOUT/SEMAS. O procedimento para solicitação de dispensa de outorga está menos burocrático, consequentemente mais fácil.


Os novos protocolos (documentos) publicados pela SEMAS e que se encontram disponível no endereço eletrônico,https://www.semas.pa.gov.br/diretorias/recursos-hidricos/outorga/, consistem de:
a)      Termo de Referência para Aquicultura;
b)     Requerimento e Relatório Técnico Simplificado para Aquicultura;
c)      Formulário F: Captação Superficial Aquicultura.

O Termo de Referência para Aquicultura informa que o volume máximo dispensado de outorga de recurso hídrico consiste de 30.000 m³/ano. O termo, também, cria o “Requerimento e Relatório Técnico Simplificado”, para solicitação formal da dispensa. Este documento, elaborado em formado de formulário apresenta as informações simples e mínimas, mas suficientemente necessárias para identificação do porte hídrico da aquicultura e para análise por parte da SEMAS.

Outro ponto importante constante no termo foi que as aquiculturas que apresentem volume acumulado de até 30.000 m³/ano não demandarão o preenchimento do Formulário D–referente aos lançamentos de efluentes, para isso, precisarão instalar no mínimo, um filtro mecânico.


O documento poderá ser preenchido pelo próprio aquicultor, e nesse caso, não há necessidade de emissão de Anotação de Responsabilidade Técnica – ART. Após análise e deferimento do pedido de outorga o aquicultor receberá a Declaração de Dispensa de Outorga, assim como ficará isento do pagamento de taxa cobrada pela SEMAS.

O pedido deverá ser protocolado no endereço do órgão, localizado na Tv. Lomas Valentinas, nº 2717, bairro do Marco, município de Belém. No momento do protocolo o aquicultor/empreendedor deverá levar os seguintes documentos:

1.       Requerimento Padrão de Outorga, original e devidamente preenchido (link: http://seirh.sema.pa.gov.br/index.php/biblioteca/outorgacategoriadoc-1/formularios/24--13.html);

2.       cópia da licença ambiental (estadual ou municipal), ou protocolo de solicitação da licença ou da sua renovação, ou adeclaração de dispensa de licença ambiental – DLA;

3.       cópia simples do Cadastro Nacional de Usuário de Recursos Hídricos – CNARH, disponibilizado para preenchimento online no site http://www.cnarh.ana.gov.br;

4.       CPF (Cópia autenticada) e RG (Cópia autenticada) do requerente ou representante legal da empresa;

5.       procuração, original ou cópia autenticada, devidamente preenchida e assinada, com firma reconhecida em cartório, nos casos de representação;

6.       Requerimento e Relatório Técnico Simplificado(apresentando croqui- desenho simples- e registro fotográfico do corpo hídrico, incluindo o equipamento ou estrutura afim).


OUTORGA DE DIREITO DE USO DOS RECURSOS HÍDRICO PARA AQUICULTURA

Para os empreendimentos que apresentem volumes acumulados acima de 30.000 m³/ano, estes, deverão solicitar a Outorga de Direito de Uso dos Recursos Hídrico. O Termo de Referência para Aquicultura também defini a relação de informações necessárias para elaboração do “Relatório Técnico” a ser apresentado no momento do pedido de Outorga Uso dos Recursos Hídricos destinados à atividade de aquicultura, juntamente com FORMULÁRIO TÉCNICO F que trata da captação de Água Superficial para Aquicultura. Os demais documentos necessários para a solicitação de outorga estão definidos na instrução normativa nº 003/03/2014 – SEMAS

Dúvidas podem ser tiradas pelos telefones: 3184-3374 – GEOUT/SEMAS; 4006-1295 /1274 CDAQ/SEDAP ou pelo email:geocont@yahoo.com.br.



quinta-feira, 12 de maio de 2016

Faculdade de Engenharia de Pesca comemora 10 anos de existência na UFPA, Campus Bragança durante a Semana do Calouro.

A universidade Federal do Pará - Campus Bragança realizará a Semana do Calouro do dia 16 à 20 de maio de 2016. 
Este ano, o tema do evento é "Ciência, Poder e Responsabilidade" e a programação contará com uma apresentação geral de todas as faculdades do campus.
IECOS - No dia 17, o Instituto de Estudos Costeiros ( IECOS ) estará com a programação voltada para as faculdades de Engenharia de Pesca, Ciências Naturais e Biologia que fazem parte do mesmo.
Engenharia de Pesca - Para os calouros de Engenharia de Pesca, a programação dos dias 18 e 19 contará com palestras, apresentação do corpo docente e estrutural (laboratórios) da faculdade. Este momento encerrará com um cerimonial onde estarão presentes o corpo docente e graduandos do curso, juntamente com autoridades políticas e administrativas ligados diretamente à faculdade, onde se comemoram os 10 anos de Engenharia de Pesca no Campus. Serão homenageados professores, alunos e parceiros que sempre se dispuseram a contribuir para o desenvolvimento e sucesso do curso em Bragança.

Segue a baixo a programação dos 10 anos de Engenharia de Pesca.






Texto: Gerfeson Almeida - Assessoria de Marketing e Publicidade - CAEP.
Arte ( folder): Jhonatan Willians - CAEP.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Centro Acadêmico de Engenharia de Pesca está emitindo a Carteira de Estudante.

O Centro Acadêmico de Engenharia de Pesca (CAEP) da Universidade Federal do Pará _Campus Bragança está emitindo a carteira de estudante.

Você que ainda não solicitou sua carteira, procure o CAEP/UFPA que está localizado no Bloco 3, sala 3 (altos) e garanta já a sua.


Disponível para estudantes de qualquer curso do Campus.



Para solicitar, leve apenas um foto 3x4 ou digital (pen drive) e preencha o formulário.



A taxa de solicitação é de R$ 15,00.



IMPORTANTE; É só até o dia 15 de maio.





Texto: Gerfeson Almeida e Isamaira Costa - Assessoria de Marketing e Publicidade CAEP.
Foto: CAEP

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Software ajuda a aperfeiçoar gestão econômica da piscicultura comercial

A criação de peixes de água doce é um dos agronegócios mais promissores do Brasil, em especial na região amazônica, onde a disponibilidade hídrica e o clima favorecem o desenvolvimento da atividade. Neste contexto, a sustentabilidade econômica dos empreendimentos depende de projetos bem elaborados, capazes de prever as estratégias de produção mais adequadas para os investidores. Com o propósito de aperfeiçoar o planejamento e a gestão econômica de empreendimentos de piscicultura comercial, integrantes do Laboratório de Piscicultura (LAPIS) da Faculdade de Engenharia de Pesca (FEPESCA), da Universidade Federal do Pará (UFPA) Campus Bragança, desenvolveram o SEAPIS. Você conhecerá um pouco mais sobre esta importante ferramenta nesta quinta reportagem do UFPA em Série de Abril - Aplicativos e Softwares.




SEAPIS é a abreviação da frase, Software para Elaboração de Projetos de Piscicultura. Seu lançamento oficial ocorreu no dia 14 de janeiro de 2016, durante um evento organizado pelo Centro Acadêmico do curso de Engenharia de Pesca da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA). Após o seu lançamento, somente nos cinco primeiros dias foram registrados mais de 500 downloads. No momento, entre pessoas físicas e pequenas empresas, aproximadamente 1.580 usuários brasileiros e estrangeiros já utilizam o SEAPIS. O software é gratuito e não é necessário estar conectado à internet para utilizá-lo.

Suporte técnico - O software tem como principal objetivo, dar suporte aos técnicos e piscicultores no processo de planejamento do investimento, assim como auxiliar a gestão econômica de empreendimentos de piscicultura comercial, como é o caso dos integrantes da Assessoria, Consultoria e Eventos em Engenharia de Pesca Jr. (ACEEP), da UFRA. O estudante de Engenharia de Pesca e assessor da Diretoria de Administração Financeira da empresa Jr, Jeanderson Viana falou sobre os benefícios do software. “O SEAPIS é importante na etapa de elaboração de projetos, uma vez que somos de uma empresa Jr e ainda temos um pouco de dificuldades na projeção de indicadores econômicos, bem como na discriminação dos itens de um custo de implantação e custo de produção”, afirmou.



Suporte acadêmico - O estudante evidenciou, também, a importância do SEAPIS enquanto uma ferramenta para suporte acadêmico. “Particularmente, como estou estudando Economia Pesqueira, neste semestre, percebo a importância desses indicadores para a tomada de decisão em relação ao investimento. Além de integrar todos eles em uma planilha, o SEAPIS preenche os dados automaticamente, de acordo com os valores que inserimos no orçamento”, ressaltou.


Projeto de extensão – Produto de um projeto de extensão, intitulado Legalização e profissionalização da piscicultura no Estado do Pará, coordenado pelo professor doutor Marcos Ferreira Brado e desenvolvido com o apoio da Pró-reitoria de Extensão (Proex) da UFPA, o SEAPIS surgiu a partir da necessidade de aperfeiçoar o planejamento e a gestão econômica de empreendimentos de piscicultura comercial assistidos pelo projeto.


“Inicialmente, utilizávamos planilhas do Microsoft Excel para executar as análises de viabilidade econômica e rentabilidade, até que a equipe do Laboratório de Piscicultura (LAPIS) ganhou um integrante especialista na área de informática, Luan Pinto Rabelo, que viabilizou o desenvolvimento do programa”, afirmou Marcos Brabo.


TCC – Ao entrar no projeto, Luan Rabelo, que hoje é graduado em ciências naturais, foi apresentado às planilhas. “Procurei o professor Marcos Brabo para me orientar no TCC, então ele me apresentou as planilhas que continham informações sobre piscicultura, como endereço, modalidade da criação praticada pelo empreendimento, lista de compras, lista de funcionários, além dos indicadores econômicos. Então, ele me perguntou se eu conseguia compactar todas aquelas informações em um software, acredito que este foi o momento em que surgiu a ideia do SEAPIS”, revelou. 
O processo de desenvolvimento do software resultou no trabalho de conclusão de curso do Luan, defendido em julho de 2015, que tem como título Software para Elaboração e Avaliação de Projetos de Piscicultura: Uma Ferramenta para Auxiliar na Profissionalização da Atividade. A monografia gerou um artigo científico publicado na Revista Informações Econômicas do Instituto de Economia Agrícola de São Paulo.


Linguagem Web – Para criar umsoftware é necessário que o programador escolha um tipo de linguagem a ser utilizada. Elas funcionam como instruções para que o computador execute as tarefas programadas. Seguindo este comando, o SEAPIS foi desenvolvido na linguagem PHP que funciona em qualquer sistema operacional, e em todos navegadores, como o Firefox, Chrome, ou Explore.  O SEAPIS também está disponível para Android e IOS, no entanto, para manusear o software por meio de dispositivos móveis, como smartphones ou tablets é preciso que o usuário instale o Seapis em um computador conectado na mesma rede que o aparelho.

Pouco tempo após o lançamento oficial, o software tem recebido avaliações muito positivas dos usuários e profissionais da piscicultura. “Certo dia um senhor me ligou para me parabenizar pelo software, ele passou quase 20 minutos agradecendo, não sei descrever a reação de ter um trabalho desse porte reconhecido”, contou Luan. Para o futuro próximo, o Naturalista e programador pretende lançar o SEAPIS como aplicativo. “Estou trabalhando na versão Android, já tenho uma versão que posso chamar de beta”, concluiu.
Texto: Edielson Shinohara – Assessoria de Comunicação da UFPA.
Fotos: Adolfo Lemos e Divulgação / Projeto


sexta-feira, 22 de abril de 2016

Pesquisadores da UFPA descobrem três novas espécies de peixe

Três espécies de peixes acabam de ser descobertas em pesquisa desenvolvida por meio do Programa de Pós-Graduação em Ecologia Aquática e Pesca da Universidade Federal do Pará (PPGEAP/UFPA). São elas: Tometes ancylorhynchus, Tometes kranponhah eMyloplus zorroi. As espécies são provenientes de três bacias hidrográficas da margem esquerda do Rio Amazonas e conhecidas popularmente no Brasil como “pacus-curupeté”, “pacus-borracha” ou “pacus-de-corredeira”.
Os estudos iniciaram-se em 2013 e fazem parte da tese, em andamento, do aluno Marcelo Andrade, intitulada provisoriamente como “Diversidade e conservação dos peixes reofílicos da família Serrasalmidae (Teleostei: Ostariophysi: Characiformes)”, sob orientação do professor Tommaso Giarrizzo (PPGEAP/UFPa) e coorientação do professor Michel Jégu, do Museu Nacional de História Natural da França.

Biodiversidade - Para Marcelo Andrade, a principal importância dessas descobertas é o conhecimento da biodiversidade e, neste caso, de uma biodiversidade ameaçada por ações antrópicas, pois trata-se de espécies que habitam exclusivamente cachoeiras e corredeiras dos rios amazônicos, ambientes seriamente danificados pelas construções de barragens para a geração de energia elétrica.

Tometes ancylorhynchus



 Encontrado nas bacias dos rios Xingu e Tocantins-Araguaia, nos Estados do Pará e Mato Grosso. É reconhecido por apresentar uma ligeira concavidade no perfil lateral da cabeça; nas demais espécies, este perfil é retilíneo. A espécie tem o focinho arredondado e curvado e o tamanho do peixe pode chegar aos 30 cm.


Tometes kranponhah


 Localizado na bacia do rio Xingu, nos Estados do Pará e Mato Grosso. É identificado, principalmente,entre as demais espécies, por ter uma mancha preta em formato de lágrima sobre o opérculo (região óssea localizada ao lado da cabeça). A espécie possui um focinho afilado. Tometes kranponhahalcança mais de 40 cm. 


Myloplus zorroi 


  Presente na bacia do rio Madeira, no Estado do Amazonas. É diferenciado, entre as espécies, principalmente por ter espinhos delgados na parte abdominal do corpo não formando uma quilha ventral. O tamanho corporal deMyloplus zorroi pode ultrapassar 47,5 cm.

Alerta - O doutorando explica que as populações de Tometes ancylorhynchus e Tometes kranponhah têm futuro incerto em parte da bacia do rio Xingu por causa da recém-terminada Usina Hidroelétrica (UHE) de Belo Monte, e que Myloplus zorroi já vem sofrendo com a perda de hábitat na bacia do rio Madeira em razão da UHE de Dardanelos, no rio Aripuanã. Com os estudos da pesquisa, ele ressalta que “podemos afirmar, de maneira mais acurada, quais as necessidades dessa diversidade, quais as situações enfrentadas por ela e assim podermos traçar estratégias para a conservação.” 

No entanto o estabelecimento de Unidades de Conservação tem colaborado com a preservação dessa biodiversidade, pois as duas espécies de Tometes ocorrem na Estação Ecológica Terra do Meio, no rio Xingu, no Pará; e a  Myloplus zorroi ocorre no Parque Nacional dos Campos Amazônicos, no rio Roosevelt, Estado do Amazonas.
Publicação - Tometes ancylorhynchus e Tometes kranponhah foram descritas em artigo na revista Journal of Fish Biology 

Texto: Rafael Rocha – Assessoria de Comunicação da UFPA
Fotos: Marcelo Andrade, Alany Gonçalves e Mark Sabaj

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Lagosta brasileira sofre com aumento de rejeições de autoridade sanitária dos EUA






O anúncio de que a fiscalização de pescado seria mais intensa em 2016 já havia sido antecipado no ano passado, mas os brasileiros não esperavam tamanho rigor do Food and Drug Administration (FDA), a Anvisa norte-americana.

Só em março deste ano, o FDA recusou 208 itens de pescado distintos, um aumento de 36% nas rejeições do mesmo mês do ano passado. E o produto com maior aumento de rechaço foi a lagosta brasileira (conhecida lá como spiny lobster), segundo apurou o portal Seafoodnews.com

Aparentemente, o FDA está rejeitando as lagostas por conta de preocupações com a condição sanitária: o argumento usado é filth (imundície, em uma tradução livre). O total de rejeições superou 100 itens em 2016, ante apenas 1 rechaço no primeiro trimestre de 2015.

De acordo com Paulo Gustavo, diretor-executivo da Qualimar, o problema remonta ao ano passado. “Desde a safra passada, as empresas brasileiras têm sofrido com o aumento da fiscalização do FDA em portos americanos. Essa fiscalização é feita através de um teste sensorial onde depois de detectado um odor acentuado no produto, este não é autorizado”, conta.

Segundo o executivo, os empresários de lagostas e seus clientes estão receosos. “Devido à incerteza desta fiscalização. [como] métodos preventivos a este cenário irão receber um ex-agente do FDA para nos orientar em como ter um produto de melhor qualidade”, indica.
Para Alexandre Reis, da Bomar, que também exporta lagostas brasileiras mas atualmente com foco maior na Ásia, o problema está na tradição da pesca estar focada na cauda. “A lagosta brasileira já chega descabeçada do barco, que passa muitos dias no mar, já com a qualidade baixa.”


Por este motivo, ele alega que a atenção da empresa está voltada à lagosta inteira. “Recebemos a lagosta inteira viva, buscando mais o mercado asiático. A pouca cauda que entra somos muito exigentes e compramos pouco, porque não aceitamos a qualidade do que tem vindo da praia”, relata. “Se não mudar a pesca da lagosta de cauda para a inteira, vai continuar esse problema de rechaço do FDA. Acredito que, em 2016, muita gente vai quebrar a cara nos EUA”, conclui.