sábado, 27 de abril de 2013

Projeto de Piscicultura do Acre vira referência para o Brasil

Até 2014 o governo do Acre deve investir mais de R$ 90 milhões na piscicultura acreana (Foto: Angela Peres/Secom)


O ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella, anunciou projetos estruturantes para fortalecer a aquicultura nacional no âmbito do Governo Federal. O Programa de Piscicultura do Acre foi escolhido como um caso de sucesso na área de piscicultura no Brasil.
A solenidade de anúncio dos projetos aconteceu na última quinta-feira, 18/04, em Brasília. Estiveram presentes representantes e dirigentes de governos estaduais, consórcios públicos intermunicipais e prefeitos. Na ocasião, três programas de sucesso nas áreas de Piscicultura e Carcinicultura, e de Aquicultura de irrigação foram apresentados para que sirvam de modelos para os demais Estados brasileiros. O programa do Acre foi destaque na área de piscicultura.
Segundo Crivella, todos os projetos a serem financiados futuramente pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) deverão englobar a cadeia produtiva de forma integrada, sendo composto basicamente: por uma unidade de produção de alevinos, fábrica de ração e unidade de processamento, a exemplo do que já acontece no Acre.
Esse novo modelo de gestão, em que o Acre é  pioneiro, e agora serve de modelo para todo o país, iniciou em 2011 quando o governo do Estado criou o Programa de Fortalecimento da Piscicultura acreana e implantou o Complexo Industrial de Piscicultura.
Para o secretário de Desenvolvimento Florestal, da Indústria, do Comércio e dos Serviços Sustentáveis (Sedens), Edvaldo Magalhães, esse reconhecimento do MPA é a prova de que as estratégias locais apresentadas para fortalecer a piscicultura no estado estão dando certo.
“Nós inserimos em um único projeto toda a cadeia produtiva, não deixamos ninguém de fora. A piscicultura acreana envolve do grande ao pequeno piscicultor, que está lá dentro da sua propriedade, mas é sócio da maior empresa de piscicultura do Brasil, que é a Peixes da Amazônia S/A”, comemorou Magalhães.
Entenda este novo modelo de gestão que é  referência para o Brasil
O Programa de Fortalecimento da Piscicultura acreana atua de forma integrada em toda cadeia produtiva através da construção de tanques para aumento da produção, ações de capacitação e qualificação técnica dos produtores e a implantação de toda uma estrutura industrial.

Os tanques para aumento da produção estão sendo construídos nas propriedades dos pequenos piscicultores, espalhados por todo estado. Já os investimentos na estrutura industrial acontecem no Complexo da Piscicultura localizado no quilômetro 29, na BR-364, sentido Rio Branco/Porto Velho.
O Complexo é uma área de 60 hectares, onde estão sendo construídos uma fábrica de ração, um centro avançado de alevinagem e um frigorífico para processamento de peixe, esses investimentos terão capacidade de vazão à produção primária do Estado, que apresenta um ritmo de crescimento anual em torno de 15%.
Para construção do Complexo o governo criou uma empresa, a Peixes da Amazônia S/A, que tem como sócios investidores privados, o governo do Estado, por meio da Agência de Negócios do Acre (ANAC) e a Central de Cooperativas dos Piscicultores do Acre (Acrepeixe), que representa 2500 famílias de pequenos piscicultores e possui 25% das ações da empresa.


V Encontro Amazônico de Agrárias - V ENAAG



“A importância da Tecnologia e do Empreendedorismo no Desenvolvimento amazônico” O Encontro Amazônico de Agrárias (ENAAG), foi desenvolvido por discentes com a intenção de complementar os conhecimentos adquiridos nas Instituições de Ensino Superior através de informações técnico-científicas que ultrapassem os limites das Universidades, proporcionando melhor acesso desse conhecimento à agricultores, alunos, técnicos, pecuaristas e pesquisadores da Amazônia. 

O V ENAAG será realizado no período de 10 a 15 de junho de 2013 na Universidade Federal Rural da Amazônia – Campus Belém, com o tema “A importância da Tecnologia e do Empreendedorismo no Desenvolvimento amazônico”. 

A proposta é reconhecer o papel da tecnologia e do empreendedorismo nesse contexto e apresentar uma abordagem crítica dos principais entraves existentes para o desenvolvimento da região amazônica, além de formular soluções que correspondam à função da Universidade na sociedade comum. É imprescindível reconhecer que aliar conhecimento, tecnologia, empreendedorismo e estratégias de gestão é a principal forma para o desenvolvimento da região amazônica e do país. 

Entre os objetivos específicos, podemos citar os mais importantes: Capacitar alunos, produtores e técnicos através de cursos, debates e palestras; Oferecer orientações aos produtores rurais, sobre as inovações tecnológicas no processo produtivo; Expor a atual realidade do nível tecnológico no âmbito regional, e discutir possíveis inovações tecnológicas; E contribuir para a reciclagem dos profissionais das ciências agrárias. 


 Leia mais: http://www.encontro-amazonico-de-agrarias.com/enaag/


Informações sobre inscrições do V Encontro Amazônico de Agrárias

Participantes da Região Metropolitana de Belém:

- Para cursos com carga horária de 30 horas: R$ 35,00 + 1 Kg de alimento não perecível.
- Para cursos com carga horária de 40 horas: R$ 50,00 + 1 Kg de alimento não perecível.
- Palestras: R$ 15,00*
- Local das inscrições: Sala da coordenação, Hall do Prédio Central - UFRA segunda porta à direita.

Participantes de outras localidades:

- Para cursos com carga horária de 30 horas: R$ 40,00.**
- Para cursos com carga horária de 40 horas: R$ 55,00.**
- Palestras: R$ 15,00*

- As inscrições para participantes de outras localidades serão realizadas somente via depósito bancário em nome de THAMARA COZZI GONÇALVES, AGÊNCIA: 3702-8 CONTA CORRENTE: 34374-9 BANCO DO BRASIL.

- O participante deve preencher a ficha de inscrição que está disponível no site www.encontro-amazonico-de-agrarias.com e enviá-la juntamente com o comprovante de depósito para o email: enaag.inscricoes@gmail.com

*As palestras do V Enaag são abertas ao público, exigindo-se esta quantia apenas para os participantes que desejarem o recebimento do certificado. O valor não dará direito ao Kit Enaag para o participante.

** Os R$ 5,00 adicionais serão convertidos em alimentos não perecíveis e entregues a uma cooperativa de catadores de lixo reciclável. Os alimentos serão entregues no dia 15 de Junho de 2013 em cumprimento a razão social do V Enaag.

Observação 1: O KIT V ENAAG será entregue somente aos participantes inscritos nos cursos de curta duração do evento.

Observação 2: Para o curso de Urgência e Emergência em Animais de Companhia é necessário apresentar o comprovante de matricula e para os discentes de outras localidades é preciso que enviem juntamente com o comprovante de depósito e a ficha de inscrição. O comprovante torna-se imprescindível no ato da inscrição, pois para participar da prática é necessário que o aluno tenha cursado a disciplina de Técnicas Operatórias. Em relação a aula prática do curso, para os que se interessarem será disponibilizada 20 vagas e cobrado o valor de R$ 50,00 devido a custos para a compra de materiais para a aula e estrutura do laboratório.

Observação 3: O curso de Inseminação Artificial em Bovinos e Bubalinos será disponibilizado somente para discentes do 1º semestre de zootecnia e graduandos de Medicina Veterinária. Em relação a aula prática do curso, será exclusiva para os 15 primeiros que se interessarem, será cobrado o valor de R$ 50,00 devido a custos para a compra de materiais para a aula.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Líderes de Turma participam de reunião com professores!




Olá discentes do curso de Engenharia de Pesca, e com satisfação que divulgamos o quanto estamos caminhando em termo de representatividade estudantil, hoje (26/04) às 9h ocorreu reunião da FEPESCA tendo à participação dos Líderes de Turma que foram previamente selecionados em todas as turmas de Engenharia de Pesca, sendo a primeira vez que ocorreu no curso a representação de cada turma na reunião.

A reunião de colegiado foi composta por professores do curso e os representantes discentes (Ananda da Silva Ramos - Suplente da turma 2010; Thaís Sousa Martins Suplente da turma 2011; Max Wendel Milhomen Costa - Representante da turma 2012; Alessandro dos Santos Cavalcante – Representante da turma 2013 e dois representantes do CAEP/UFPA, o Presidente Victor Sousa e a Secretária Jéssica Sousa), sendo discutidos pautas a respeito das atividades complementares e disciplinas optativas a serem ofertadas no curso. A última questão levantada foi sobre a atualização do Plano Pedagógico do Curso – PPC, ficando decidido que os discentes iram elaborar uma proposta de atualização PPC do curso para posterior apreciação do Núcleo Docente Estruturante – NDE.

As pautas discutidas durante a reunião serão repassadas detalhadamente ao restante dos alunos por seus respectivos Líderes de Turma. O Centro Acadêmico de Engenharia de Pesca parabenizar os alunos representantes que participaram durante a reunião representando de fato a classe estudantil, ficando evidente que estamos aos poucos unindo realmente os discentes na conquista de melhorias comuns a todos, e vamos pessoal porque a elaboração de uma proposta forte para atualização do Plano Pedagógico do Curso e bastante difícil e delicado, mais já estamos elaborando uma estratégia para que todos participem dessa mudança, Aguardem!!!

terça-feira, 23 de abril de 2013

Nova espécie de peixe transparente é descoberta no Rio Negro, no AM

Peixe de 2 centímetros foi capturado a 846 km de Manaus. Expedição de três pesquisadores brasileiros e um alemão fez o achado.

Fonte: G1.Globo.com

O Cyanogaster noctivaga foi descoberto durante expedição de três pesquisadores brasileiros e um alemão no Rio Negro, em 2011 (Foto: Arquivo Pessoal/Ralf Britz)

Uma equipe formada por três pesquisadores brasileiros e um alemão conseguiu descobrir uma nova espécie de peixe na Amazônia. Em meados de novembro de 2011, uma expedição de 15 dias, na região do município de Santa Isabel do Rio Negro, a 846 quilômetros de Manaus, possibilitou a captura de um peixe transparente denominado Cyanogaster noctivaga. Com dois centímetros de comprimento, o animal nunca havia sido identificado na literatura científica, de acordo com a líder da expedição, a bióloga Manoela Marinho.

O objetivo do grupo era capturar peixes de pequeno porte. Durante três turnos diários, os pesquisadores se deslocavam a diferentes áreas do Rio Negro, no município de Santa Isabel (AM). Marinho, que atua no Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP), contou que o tamanho, a cor e a transparência do pequeno peixe chamaram atenção. “Em diferentes momentos da expedição, a espécie nova só foi capturada à noite. Daí concluímos que se trata de um peixe de hábitos noturnos”, afirmou a bióloga.

A pesquisadora disse que as características do peixe obrigaram à definição de uma nova espécie. “Consultamos a literatura científica e vimos que esse peixe tinha um conjunto de características que eram tão únicas que faziam dele uma espécie nova. Então criamos um gênero novo, para melhor classificar esse peixe”, acrescentou.

A denominação Cyanogaster noctivaga faz referência à coloração e aos hábitos do peixe. Enquanto o primeiro nome “Cyanogaster” significa “estômago azul”, “noctivaga” faz menção ao “vaguear noturno” da espécie.


Pesquisadores capturaram o Cyanogaster com auxílio de rede (Foto: Arquivo Pessoal/Manoela Marinho (USP)

Além de Manoela Marinho, a expedição contou com a participação dos brasileiros Mônica Toledo-Piza e George Mattox. O alemão Ralf Britz, do Museu de História Natural de Londres, registrou as imagens da viagem e da nova espécie. Em entrevista ao G1, Britz, que é especialista nesse tipo de pesquisa, afirmou que a escolha do Rio Negro para o trabalho havia sido respaldada por uma expedição anterior, feita por Maoela, Mônica e George na região de Santa Isabel. “Essa expedição deles nos mostrou que poderíamos encontrar peixes de pequeno porte ali. Percebemos também que o Rio Negro parece abrigar mais peixes em miniatura do que qualquer outro rio amazônico”, ressaltou.

Para capturar um peixe com 2 centímetros de comprimento e corpo transparente, o quarteto coletou amostras em diferentes locais e habitats nos arredores de Santa Isabel. Segundo o alemão, uma noite os pesquisadores jogaram uma rede perto de uma praia rochosa e notaram um número de pequenos peixes transparentes nadando rápido. “A luz das nossas lanternas foi refletida pelos peixes e fez com que os seus corpos ganhassem uma cor azul brilhante. Naquele momento, vimos que tínhamos encontrado algo diferente”, lembrou.



Descoberta é "nova peça no quebra-cabeça da evolução dos peixes", disse Ralf Britz (Foto: Reprodução/Ichthyological Exploration of Freshwaters).
 
Ao ver o cardume, Britz tirou aquela que define como “uma das fotos mais difíceis que já fez”. “O Cyanogaster é extremamente frágil e morreu segundos depois de ser transferido para um tanque específico para fotos. Então, na primeira noite eu não consegui uma imagem boa. Na segunda noite eu coloquei o tanque próximo à superfície da praia. Com a ajuda de George, joguei uma rede e, assim que capturamos aquelas preciosidades, as transferi para o tanque com uma colher grande, para que elas não ficassem um só segundo fora d´água”, relatou.

A estratégia deu certo e os peixes conseguiram sobreviver o suficiente para que o pesquisador fizesse seus registros. “Quando eu mostrei o resultado para o resto da equipe todos ficaram sem palavras. Foi ali que vimos toda a beleza da espécie pela primeira vez.

Descobrir um peixe tão diferente em um lugar inesperado é um daqueles momentos na vida que você vai lembrar para sempre e vai contar para seus filhos e netos”, continuou o alemão.
E como uma descoberta desse porte influencia o campo da ciência? Na opinião do pesquisador, a equipe conseguiu encontrar uma nova peça no quebra-cabeça da evolução dos peixes. “Nós fornecemos uma descrição detalhada da espécie, incluindo a sua anatomia, para usufruto de todos os estudiosos dessa classe. Descobrir algo assim é emocionante, até pela beleza e a sutil combinação do corpo transparente e do abdômen que reflete a cor azul do Cyanogaster”, resumiu.

Já a bióloga Manoela Marinho considerou a possibilidade de outras espécies de peixe de pequeno porte entrarem em extinção antes mesmo de serem descobertas. “A quantidade de peixes encontrada no Rio Amazonas é única no mundo, e ainda há muito que descobrir. É importante que essa biodiversidade seja conhecida e preservada, visto que o futuro do planeta é extremamente dependente das relações humanas com o meio ambiente”, frisou.



Imagem do Cyanogaster noctivaga morto (Foto: Reprodução/Ichthyological Exploration of Freshwaters)

A coordenadora do Departamento de Coleção de Peixes do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa) em Manaus, Lúcia Helena Rapp PyDaniel, acredita que a descoberta evidencia ainda mais a riqueza da biodiversidade amazônica e a importância de se desenvolver mais trabalhos na região. Segundo ela, muitas espécies já foram descobertas ao longo dos anos, mas estão em processo de descrição. “Isso apresenta uma enorme diversidade de peixes, com muitas formas ainda a serem descobertas”, disse.

Sobre a espécie encontrada no Rio Negro, Lúcia PyDaniel disse que o Cyanogaster noctivaga pertence a um grupo de peixes que habita o local há poucos anos. “Apesar do pouco que sabemos ainda sobre evolução da biota amazônica, esta espécie pertence a um grupo de peixes que não é dos mais antigos. Com certeza, essa espécie, como várias outras de pequeno porte, tem um papel no ecossistema que habitam, papel esse que ainda temos que entender melhor”, explicou.

A pesquisadora, especialista em Sistemática Filogenética de Peixes, disse ainda que estudiosos do Inpa já descreveram dezenas de espécies novas de peixes nos últimos 20 anos de trabalhos no Rio Negro. “O ano passado o Inpa participou de uma expedição para a área de Santa Isabel onde diversas coletas foram realizadas. Porém, o Rio Negro , por si só, é um ambiente complexo e apresenta uma grande diversidade de ambientes e igarapés. É portanto, um ambiente muito propício a novos descobrimentos”, concluiu.

Produção científica do Brasil aumenta, mas qualidade cai

Fonte: Folha de S.Paulo, Abr/2013 (http://www1.folha.uol.com.br/)

Em dez anos, país subiu do 17º para o 13º lugar na lista dos que mais publicam artigos e caiu de 31º para 40º em citações. Número de vezes que os artigos são citados por outros cientistas é um indicador da qualidade dos trabalhos

Sabine Righetti
de São Paulo

A produção científica brasileira, medida pela quantidade de trabalhos acadêmicos publicados em periódicos científicos, está em ascensão. Mas a qualidade dos trabalhos não acompanha o ritmo.

O cenário foi encontrado em informações tabuladas pela Folha a partir da base aberta de dados Scimago (alimentada pela plataforma Scopus, da editora de revistas científicas Elsevier). Ela traz números da produção científica de 238 países.

De 2001 para 2011, o Brasil subiu de 17º lugar mundial na quantidade de artigos publicados para 13º --uma conquista que costuma ser comemorada em congressos científicos do país.

Em 2011, os pesquisadores brasileiros publicaram 49.664 artigos. O número é equivalente a 3,5 vezes a produção de 2001 (13.846 trabalhos).

O problema é que a qualidade dos trabalhos científicos, medida, por exemplo, pelo número de vezes que cada trabalho foi citado por outros cientistas (o chamado "impacto"), despencou.

O Brasil passou de 31º lugar mundial para 40º. China e Rússia, por outro lado, ganharam casas no ranking de qualidade nesse período.

mais brasileiros
Segundo especialistas ouvidos pela Folha, um dos motivos do salto de produção com queda de qualidade foi o aumento do número de periódicos brasileiros listados nas bases de dados: de 62 para 270 em dez anos.

"Isso aconteceu por causa de uma política de abertura para revistas científicas nacionais de países como Brasil, China e Índia", explica o cienciometrista da USP Rogério Meneghini, coordenador da base Scielo, que reúne 306 periódicos brasileiros.

O problema é que os trabalhos de periódicos científicos brasileiros têm pouco impacto. Apenas 16 dessas revistas receberam, em 2011, uma ou mais citações por artigo. Para ter uma ideia, cada artigo da revista britânica "Nature" recebeu cerca de 36 citações.

O maior impacto entre os periódicos nacionais é igual a 2,15, da revista "Memórias do Instituto Oswaldo Cruz".

"Cerca de 45% dos trabalhos científicos que recebemos são de autores estrangeiros", conta Francisco José Ferreira da Silva Neto, do corpo executivo do periódico.

Mas não são apenas os periódicos nacionais que derrubam o impacto da ciência brasileira no mundo.

"A política atual de ensino superior no Brasil pressiona para que os pesquisadores publiquem mais e para que publiquem de qualquer jeito", diz o biólogo Marcelo Hermes-Lima, da UnB (Universidade de Brasília).

salame

Cientistas brasileiros acabam desmembrando trabalhos parrudos em artigos com menos impacto, fenômeno conhecido como "salame".

"Cada descoberta é fatiada e publicada separadamente", explica Fernando Reinach, biólogo que deixou a academia e agora está na iniciativa privada. "O número de trabalhos aumenta, as descobertas ficam semelhantes e o impacto diminui".



Lei tira exigência de pós-graduação para novos professores de federais


Fonte: Folha de S.Paulo, Abr/2013 ( http://www1.folha.uol.com.br)
Folha Cotidiano, 18 de abril de 2013

Nova regra diz que universidades não podem mais pedir mestrado ou doutorado de candidatos.

Em vigor, norma já provoca mudanças em processos de seleção; governo afirma que vai fazer nova alteração.

Fábio Takahashi
De São Paulo

Uma lei de iniciativa do governo federal que entrou em vigor no mês passado determinou que as universidades federais não podem mais exigir nos concursos para professor os títulos de mestre ou doutor dos candidatos.

Na prática, quem só tiver diploma de graduação pode agora disputar todas as vagas abertas nas universidades. Até então, esses candidatos eram aceitos como exceção.

Após ser procurado pela Folha, o governo afirmou ontem que pretende alterar novamente a regra, para que as instituições possam voltar a exigir diploma de pós-graduação, como condição primordial para a inscrição.

O governo ainda não sabe, porém, se mandará um projeto de lei ao Congresso ou se editará medida provisória.

Dirigentes de universidades disseram à Folha que o Executivo não tinha a intenção de proibir a exigência de mestrado ou doutorado.

Houve um erro no projeto, segundo eles, só percebido quando as universidades consultaram suas áreas jurídicas para abrir os concursos.

A mudança, porém, já trouxe resultados práticos.

A Federal de Santa Catarina, por exemplo, está selecionando 200 professores com diploma de graduação (inicialmente, exigia doutorado).

Na Federal de Pernambuco, os departamentos de física e de química decidiram suspender os processos por discordar da nova regra.

Desde a década de 1990, a praxe nos concursos é exigir que os candidatos tenham doutorado ou mestrado, como forma de buscar melhor qualidade no ensino e na pesquisa. Hoje, 90% dos docentes das federais têm uma pós.

O Ministério da Educação passou a ser pressionado pelas universidades após a consultoria jurídica da pasta publicar parecer confirmando que a lei em vigor agora proíbe que as instituições barrem candidatos sem pós.

"Manifestamos publicamente nossa insatisfação, por acreditar que, sem titulação pós-graduada, a competência acadêmica e a formação de recursos humanos ficarão seriamente comprometidas", disse, em nota, o departamento de física da Universidade Federal de Pernambuco, um dos mais produtivos do país.

O Conselho Universitário da Unifesp (Federal de São Paulo) emitiu na semana passada nota de repúdio à lei, por entender que ela fere a sua autonomia de escolher o perfil dos novos docentes.


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/104462-lei-tira-exigencia-de-pos-graduacao-para-novos-professores-de-federais.shtml

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Grupo de cientistas decodifica DNA do peixe pré-histórico celacanto




Uma equipe internacional de cientistas conseguiu decodificar o genoma dos celacantos, uma façanha que ajuda a explicar a estranha aparência deste peixe e permite levantar o véu de mistério sobre a emergência dos vertebrados terrestres, inclusive os humanos.
Este fóssil vivo, testemunha do surgimento dos primeiros vertebrados terrestres há 365 milhões de anos, fascina os cientistas, mas continua sendo pouco conhecido. Durante muitos anos foi considerado desaparecido já na antiguidade até que um pescador sul-africano conseguiu capturar um exemplar vivo em suas redes em 1938.
O evento é considerado uma das maiores descobertas da zoologia no século 20. Foi necessário esperar outros 15 anos para que outro exemplar fosse capturado e desde então apenas 309 indivíduos foram descobertos.
Cientistas de 40 institutos de pesquisa de 12 países diferentes participaram dos estudos sobre o sequenciamento do genoma do celacanto africano, aproximadamente 3 bilhões de “letras” do DNA, segundo reportou nesta quarta-feira (17) a revista científica britânica “Nature”.
A análise confirmou aquilo que os cientistas suspeitavam há tempos: os genes deste peixe evoluem mais lentamente do que os de outros peixes e vertebrados terrestres. Os pesquisadores trabalham com a hipótese de que os celacantos não precisaram evoluir porque viviam nas profundezas, onde poucas coisas mudaram em milênios.
“Não é um fóssil vivo, mas um organismo vivo”, afirmou Jessica Alfoldi, do Broad Institute, nos Estados Unidos, uma das encarregadas do estudo. “O celacanto não vive em uma bolha de tempo, mas no nosso mundo, e por isso é tão fascinante descobrir que seus genes evoluem mais lentamente do que os nossos”, disse.
O genoma do celacanto permitiu também aos cientistas abordar a questão da evolução dos primeiros vertebrados terrestres de quatro patas, os tetrápodes. O animal apresenta vestígios da passagem do peixe para as criaturas terrestres: espaços para membros em quatro de suas nadadeiras e uma bolsa de ar que seria um pulmão primitivo.
Os pesquisadores compararam vários conjuntos de genes: os dos celacantos, os de outro peixe estranho que também possui nadadeiras similares a patas e os pulmões, conhecido com o nome de Protopterus annectens (dipnoicos), e de outras 20 espécies de vertebrados.
Genoma complexo – Segundo o estudo, os tetrápodes parecem mais estreitamente ligados aos dipnoicos do que aos celacantos. O problema é que o genoma dos dipnoicos, com 100 bilhões de letras, é muito mais complexo para conhecer sua sequência correta. A sequência mais modesta dos celacantos se revelou útil para proporcionar indícios preciosos sobre as mudanças genéticas que permitiram aos tetrápodes, como os membros e dedos, assim como a placenta.
O estudo comparativo do genoma dos celacantos com os de animais terrestres permitiu descobertas originais. Os cientistas se concentraram em grandes regiões genéticas que poderiam ter desempenhado um papel na formação de elementos inovadores dos tetrápodes, como os membros e os dedos, assim como a placenta.
Também constataram um importante número de modificações ligadas ao sistema imunológico. Estas mudanças poderiam constituir uma resposta aos novos agentes patogênicos encontrados em terra.
“É apenas o começo de muitas análises sobre aquilo que os celacantos podem nos ensinar sobre a emergência dos vertebrados terrestres, inclusive os humanos”, disse Chris Amemiya, outro autor do estudo.
Para aprender ainda mais sobre a vida dos misteriosos celacantos, uma equipe franco-sul-africana desenvolve atualmente pesquisas em profundidades marinhas no Oceano Índico, na costa leste da África do Sul. (Fonte: G1)

Dia da Terra 2013: entenda como surgiu a data e seu significado


Dia da Terra 2013 - ou, oficialmente, Dia Internacional da Mãe Terra - é uma data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2009 para marcar a responsabilidade coletiva para promover a harmonia com a natureza e a Terra e alcançar um balanço entre economia, sociedade e ambiente.
"O Dia Internacional da Mãe Terra é uma chance de reafirmar nossa responsabilidade coletiva para promover a harmonia com a natureza em um tempo em que nosso planeta está sob ameaça da mudança climática, exploração insustentável dos recursos naturais e outros problemas causados pelo homem. Quando nós ameaçamos nosso planeta, minamos nossa própria casa - e nossa sobrevivência no futuro", diz mensagem do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
Contudo, a história dessa comemoração é bem mais antiga. O primeiro Dia Nacional da Terra ocorreu em meio ao movimento hippie americano, em 1970. Se por um lado a música e os jovens eram engajados, de outro os americanos viviam com seus carros com motor V8 e a indústria despejando produtos poluidores com pouco medo de represálias legais.
A ideia de uma data para marcar a luta pelo ambiente veio do senador Gaylord Nelson, após este ver a destruição causada por um grande vazamento de óleo na Califórnia, em 1969. Ele recebeu o apoio do congressista republicano conservador Pete McCloskey e recrutou o estudante de Harvard Denis Hayes como coordenador da campanha.
No dia 22 de abril, 20 milhões de pessoas nos Estados Unidos saíram às ruas para protestar em favor de um planeta mais saudável e sustentável. Milhares de escolas e universidades organizaram manifestações contra a deterioração do ambiente e engrossaram os grupos ambientalistas. Foi um raro momento que juntou até mesmo democratas e republicanos.
O resultado prático foi a criação da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos e dos atos do Ar Limpo, Água Limpa e das Espécies Ameaçadas. "Foi uma aposta", lembra o senador, "mas funcionou."

Com informações da Earth Day Network.

sábado, 20 de abril de 2013

Alergia ao camarão x alergia ao metabissulfito de sódio

Fonte: Fábio R. Sussel, sussel@apta.sp.gov.br, Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, www.apta.sp.gov.br, abril 2013 

AS PESSOAS que manifestam alergia ao camarão são também alérgicas a todos os crustáceos (lagosta, caranguejo, siri...). Esses animais invertebrados possuem uma proteína chamada “tropomiosina”, à qual pessoas sensíveis a essa proteína desenvolvem processos alergênicos.

Ocorre que muitos apresentam sintomas de alergia ao comer camarão e logo concluem que são alérgicas ao crustáceo. Diante dessa precipitada e, por vezes, falsa conclusão, nunca mais comem camarão.

É preciso esclarecer que há dois tipos de alergia relacionada ao camarão: alergia à proteína do crustáceo (esta sim é a verdadeira alergia ao camarão) e alergia ao “metabissulfito de sódio”. Este produto, de uso autorizado por órgãos internacionais e largamente empregado na indústria de alimentos (em especial nos produtos de panificadoras), é um conservante. No camarão, é utilizado para evitar a melanose, que nada mais é do que o escurecimento da carapaça, aumentando assim a vida de prateleira do camarão. Inclusive, em camarões exportados para o mercado europeu, o uso de metabissulfito é obrigatório.

Porém, em determinadas situações, o uso de tal produto é exagerado, em especial em barcos de pesca extrativa, onde não há controle das dosagens do produto e muito menos da forma correta de aplicar. A consequência disso é o excesso de metabissulfito no camarão que chega ao consumidor final. No camarão cultivado, as possibilidades de excesso são menores, já que a quantidade de camarão que está sendo abatida é conhecida, a dose do produto a ser utilizado é previamente pesada e o tempo de contato/exposição ao produto é controlado.

Pessoas alérgicas ao metabissulfito nem sempre apresentam sintomas de alergia ao comer camarão (ou qualquer outro crustáceo), já que, neste caso, o desenvolvimento dos processos depende da quantidade ingerida e também do quanto há de excesso no produto. Quanto mais se come, maiores são as chances de aparecimento dos sintomas. A notícia boa é que, nestes casos, raramente há o fechamento da glote.

Por outro lado, para pessoas alérgicas à proteína dos crustáceos basta a ingestão de um pedaço mínimo de camarão (ou lagosta, siri, caranguejo...) para que ocorra o processo fisiológico que desencadeia os sintomas de alergia, sendo que em muitos casos faz-se necessário o encaminhamento ao pronto socorro, já que são maiores as chances de fechamento da glote.

Portanto, fica o recado. Existem dois tipos de alergias relacionadas ao consumo de camarão: pessoas alérgicas à proteína dos crustáceos e pessoas alérgicas ao conservante “metabissulfito de sódio”. Para aqueles que estão em dúvida sobre qual tipo de alergia possuem, a melhor forma de saber é através da realização de exames, que são relativamente simples.

Pra quem gosta de camarão e tem alergia ao metabissulfito, a solução é esta: dê preferência ao camarão cultivado, retire a casca e lave-o. Dificilmente restará algum resíduo desse conservante.

Revisão do texto: Márcia Navarro Cipólli, navarro98@gmail.com 

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Feira Nacional do Camarão - FENACAM'13 (10 a 13 de junho)



Tendo se iniciado em 2004, logo a FENACAM se destacou e se consolidou como o principal evento da carcinicultura brasileira, de forma que ano de 2013 será comemorado com muito destaque, a sua 10º edição, que desde 2007, incluiu a aquicultura, com destaque para a Piscicultura e a Maricultura, no bojo dos seus principais eventos. De forma que, a FENACAM'13 envolverá o X Simpósio Internacional de Carcinicultura conjuntamente com o VII Simpósio Internacional de Aquicultura, a X Feira Internacional de Serviços e Produtos para Aquicultura, bem como o X Festival Gastronômico de Frutos do Mar.

Anualmente a FENACAM já se constitui um evento técnico-empresarial de destacada importância para a aquicultura brasileira, congregando os seus principais atores e envolvendo o setor público, o acadêmico e o empresarial (micro, pequenos, médio e grandes produtores), representando uma excelente oportunidade para atualização de conhecimentos, interação entre os principais atores desse setor e a divulgação dos produtos, matérias primas e serviços relacionados com a aquicultura brasileira.

Na condição do mais importante evento da Aquicultura do Brasil e da América Latina, o grande desafio da FENACAM é sempre apresentar uma programação atualizada e diversificada, tendo em vista atrair a participação dos principais atores dessa importante cadeia produtiva, envolvendo prestadores de serviços, vendedores de bens setoriais, pesquisadores e estudantes vinculados aos cursos de Engenharia de Pesca e outras formações aquícolas, de nível superior e médio, bem como, principalmente, os produtores de camarão, de peixes e de moluscos de todo o país, incluindo nesse contexto os micros e pequenos produtores de peixes e camarões.

A FENACAM’13, que será uma data comemorativa de 10 (dez) anos de exitosa realização, a expectativa é de que possamos promover um grandioso evento, para o qual já estamos trabalhando na ampliação da programação técnica, de modo a atender as demandas de todos os elos da aquicultura brasileira, tendo presente as oportunidades para esse estratégico setor da economia primária brasileira, no Plano Safra da Aquicultura e da Pesca, lançado recentemente  pela Presidenta Dilma Rousseff e o Ministro Marcelo Crivella (MPA).

53º Congresso da UNE


Acesse o Site oficial da UNE: http://www.une.org.br

Levantamento de Representantes de Turma do Curso de Engenharia de Pesca do Campus de Bragança/UFPA



Estaremos passando em cada sala de aula das turma de Engenharia de Pesca para fazer um rápido levantamento de quem são os Representantes de Classe de cada turma da Engenharia de Pesca do Campus de Bragança, caso não houver essa representação, estaremos realizando uma rápida votação para escolha dos representantes. Com essa ação visamos o melhor acompanhamento das turmas, mediante relatório entregue pelos representantes, afim de resolver os problemas específicos de cada turma do curso, além desses representantes participarem de reuniões junto aos membros executivos.

Esperamos a colaboração de todos nas ações do Centro acadêmico.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Uso racional da água em entrepostos de pescado

Fonte: Fábio Reynol, Embrapa Pesca e Aquicultura 16/04/2013. Link


Problemas ambientais, sanitários e econômicos estão diretamente ligados ao uso da água no processamento de pescado. Projeto financiado pelo CNPq e MPA e coordenado pela Embrapa Pesca e Aquicultura pretende gerar boas práticas estudando entrepostos de cinco estados.

A contaminação de mananciais, a proliferação de doenças como a salmonelose e até a margem de lucro são questões relacionadas ao uso da água em entrepostos que processam pescados. A importância da água nesse ramo industrial levou à criação do projeto de pesquisa “Gerenciamento hídrico aplicado a entrepostos de pescado” coordenado pela Embrapa com a participação de diversos parceiros e financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA).

Os participantes do projeto realizaram a primeira reunião nos dias 11 e 12 de abril na Universidade Federal do Tocantins (UFT), em Palmas. A coordenadora do projeto, Daniele de Bem Luiz, da Embrapa Pesca e Aquicultura, informou que o encontro teve como objetivo apresentar o grupo, estabelecer as diretrizes e elaborar um cronograma de trabalho em conjunto com todos os participantes.

Com a duração prevista de três anos, o projeto foi iniciado em dezembro de 2012 receberá cerca de R$1 milhão em recursos e envolverá empresas e instituições de pesquisa de cinco estados: Mato Grosso, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Tocantins. Participam pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), Faculdade de Medicina Veterinária de Araçatuba da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal do Tocantins (UFT) e de quatro Unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Embrapa Agroindústria de Alimentos, Embrapa Meio Norte, Embrapa Pantanal e Embrapa Pesca e Aquicultura.

O setor industrial também faz parte do projeto com representantes dos frigoríficos Piracema, do Tocantins, e Gomes da Costa e Calombé, ambos do Rio de Janeiro. O Ministério da Pesca e Aquicultura colabora fornecendo informações sobre a produção em cada estado. “Precisamos trabalhar com as espécies de peixe mais processadas em cada estado e quantificar a produção de cada região”, relatou Danielle.

Um bom gerenciamento hídrico, de acordo com a especialista, pode erradicar problemas sanitários como a salmonelose e outras doenças transmitidas pela água durante o processamento. O cuidado com a água ainda evita problemas ambientais ao mapear todos os efluentes gerados no processamento. O balanço hídrico traça o caminho da água e lista os efluentes de cada setor identificando os pontos de maior consumo.

Um dos objetivos do projeto é verificar o potencial de minimização do consumo de água, o que pode gerar uma economia considerável às indústrias. “A água de chuva e água de degelo das câmaras frias poderiam ser aproveitadas em circuitos que não exigem potabilidade como as linhas de incêndio, por exemplo”, sugeriu Danielle. Outro ponto citado foi a prática da regulagem periódica de equipamentos e de treinamento constante dos operadores: “Um simples ajuste de pressão nas máquinas pode resultar numa grande economia no fim de um mês”, apontou.

Os estudos deverão gerar um conhecimento valioso para a indústria de pescado, a determinação da quantidade mínima de água necessária para cada etapa de processamento e por quilo de peixe processado. Com esses parâmetros, as empresas poderão balizar suas produções e identificar perdas por desperdício de água. Serão estudadas também tecnologias que substituem o uso da água como a evisceração a vácuo, aplicável a algumas espécies de peixes.

Técnicas de produção mais limpa serão testadas como a esterilização da água por ozônio comparada à cloração. Do mesmo modo, a limpeza por aspersão será comparada à técnica de imersão para as diferentes espécies a serem estudadas. Na área ambiental, serão quantificados e qualificados os efluentes gerados em cada etapa do processamento com análises físico-químicas e microbiológicas. Para isso, o projeto prevê a montagem de um laboratório itinerante para a análise in loco das amostras.

“O trabalho deverá resultar num modelo de gerenciamento hídrico aplicável a entrepostos de todos os portes”, comunicou Danielle Luiz. O chefe adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Pesca e Aquicultura, Eric Routledge, acredita que essa pesquisa impulsionará outros trabalhos que ajudarão a estruturar o setor. “O projeto deverá gerar bons resultados que trarão novos recursos para responder as perguntas que este trabalho levantará”, disse Routledge.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

XVII Feira Pan-Amazônica do Livro




Já está no ar o site oficial da XVII Feira Pan-Amazônica do Livro, que começa no próximo dia 26, no Hangar – Convenções e Feiras da Amazônia. No endereço www.feiradolivro.pa.gov.br, é possível conferir datas, horários e destaques da programação do evento, que vai até 5 de maio de 2013. O website está ligado também a perfis nas redes sociais: Facebook, www.facebook.com/feirapanamazonicadolivro, e Twitter, www.twitter.com/feiradolivro_pa.

A programação pode ser vista de maneira objetiva e disposta em uma configuração visual que remete à visualização das grades de canais de TV por assinatura. Ao clicar em um determinado evento do dia, o internauta vê uma pequena sinopse da atividade, e em breve poderá compartilhar as informações nas redes sociais.

Nos próximos dias, será ativada a área de inscrição aos seminários, palestras, oficinas e demais atrações, que têm número limitado de vagas. Haverá ainda uma área especial contendo apenas informações sobre o Cred Livro, o bônus ofertado aos servidores efetivos da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) para aquisição de livro nos estandes da feira.

Outra novidade a ser incorporada ao site da feira é a Vitrine Virtual, um sistema criado pela Secretaria de Estado de Comunicação (Secom) para permitir que os leitores confiram também pela internet o acervo dos estandes em funcionamento durante a programação. O próprio expositor fica incumbido, mediante inscrição prévia feita por e-mail junto à própria Secom, de prover as informações ao site sobre os livros que irá comercializar no Hangar, podendo informar até mesmo o preço de cada exemplar.

A Feira Pan-Amazônica do Livro é dedicada este ano ao Pará. Ruy Paranatinga Barata é o autor homenageado, e vem de uma de suas composições o tema da programação, “Eu sou de um país que se chama Pará”. Serão dez dias de funcionamento, entre 8 e 22 horas, com mais de 220 expositores espalhados por todo o Hangar e uma infinidade de atividades – completamente gratuitas – voltadas a públicos de todas as idades.

A música paraense marca a abertura da maratona no dia 26 no show Pará em Canto, enquanto Toquinho e seu show em homenagem a Vinícius de Moraes encerram a XVII Feira Pan-Amazônica do Livro, dia 5 de maio. Tony Bellotto, Guilherme Fiúza, Ignácio de Loyola Brandão, Harley Dolzane, Daniel Leite e Maria Stella Pessoa são algumas das presenças confirmadas no evento.

Solicite já a sua Carteira Estudantil - realização CAEP-UFPA



Informações acesse a página sobre a carteirinha estudantil >>> http://caep-ufpa.blogspot.com.br/p/carteira-estudantil.html

Organização: CAEP-UFPA.

Peixes japoneses sobrevivem a viagem de 8 mil km em porão de navio

Fonte: Ambiente Brasil, Abr/2013 (http://noticias.ambientebrasil.com.br)
Notícias - 13 de abril de 2013

Cientistas estão confusos sobre como um grupo de pequenos peixes nativos do Japão sobreviveram a uma viagem através do Oceano Pacífico em um barco arrastado pelo tsunami de 2011, levado pela maré no mês passado à costa do estado de Washington.

O cardume de peixes de bico listrado – cinco ao todo – foi descoberto submerso no porão de um barco de pesca batizado de Sai-shou-maru, em Long Beach, no sudoeste de Washington.

A embarcação, que estava encalhada, teve sua origem confirmada esta semana e veio da região norte do Japão, devastada pela imensa onda gerada pelo terremoto de Fukushima, em março de 2011.

Outros barcos levados pelo tsunami já foram encontrados ao longo da costa do Pacífico no noroeste dos EUA e no Alasca, assim como pedaços de ancoradouros e grandes quantidades de outros detritos. Mas os peixes encontrados a bordo do Sai-shou-maru são os primeiros vertebrados, até onde se sabe.

Biólogos marinhos que estudam o fenômeno estão intrigados sobre como os peixes de bico listrado, naturais de águas mais quentes e rasas do sul japonês, acabaram como clandestinos vivos no porão do barco, e como eles suportaram uma viagem de dois anos através do oceano.

votação da Lei de Fortalecimento da Cadeia Produtiva da Aquicultura Familiar em Bragança-PA


Olá estudantes de Engenharia de Pesca e Técnicos em Aquicultura e Pesca de Bragança, não deixem de participar amanhã (18/04) da votação da Lei de Fortalecimento da Cadeia Produtiva da Aquicultura Familiar, todos podem e devem participar dessa importante votação que decidirá o rumo da Cadeia Produtiva de Pescados na aquicultura familiar.

* Convidamos todos os Conselheiros(as) para participarem da sessão de votação da Lei de Fortalecimento da Cadeia Produtiva da Aquicultura Familiar, que acontecerá nesta quinta-feira, dia 18/04/2013, a partir das 9h, na sede da Câmara Municipal de Bragança.

Contamos com a presença de todos!


sexta-feira, 12 de abril de 2013

Universidade no nordeste do Pará pode ser feita

Fonte: Diário do Pará

A Universidade Federal do Pará está gestando uma nova instituição de ensino superior. A ideia ganhou corpo no final do ano passado com a apresentação ao Ministério da Educação (MEC) do projeto executivo da Universidade Federal do Nordeste do Pará. Como o nome sugere, a ideia é levar a essa região do Estado uma instituição federal, oferecendo cursos de graduação e pós-graduação. A proposta inovadora prevê que a estrutura da nova universidade se espalhe por vários municípios do nordeste paraense. A reitoria, por exemplo, ficaria em Bragança, mas haveria institutos em Capanema, Capitão Poço e Viseu. “Os cursos foram definidos respeitando as especificidades de cada município”, diz o vice-reitor da Universidade Federal do Pará, Horário Schneider. Pelo projeto, Viseu receberia, por exemplo, cursos nas áreas de petróleo, geofísica e engenharia geológica. Em Bragança ficariam cursos como de Engenharia de Alimentos e de Turismo e Hotelaria. “A ideia é aproveitar o potencial da região costeira do Estado e oferecer cursos que vão contribuir para o desenvolvimento desses municípios”, explica o vice-reitor. Schneider afirma que com as possibilidades oferecidas pelas redes de fibra ótica, aulas poderiam ser ministradas em um município e acompanhadas em tempo real por alunos em salas de aulas localizadas em outras cidades.
A Universidade Federal do Pará já oferece cursos em algumas cidades, mas o vice-reitor explica que a implantação de uma universidade na região poderia acelerar o processo de desenvolvimento. “É importante para suprir as necessidades de geração de conhecimento e tecnologia. O Brasil precisa aumentar muito a oferta de profissionais em várias áreas se desejar se tornar a quinta economia do mundo”, afirma. Para defender a criação da Universidade do Nordeste do Pará, a UFPA foi buscar a justificativa na Academia Brasileira de Ciências que, ao tratar do desenvolvimento da Amazônia, sugeriu como estratégia a criação de mais universidades.

A área de abrangência da nova instituição seria o Nordeste do Pará, mas os cursos poderiam contribuir para o desenvolvimento de toda a costa brasileira na Amazônia, que representa 35% do território nacional, com 2,5 mil quilômetros, incluindo os Estados do Amapá e Maranhão, além do Pará. Na justificativa do projeto, a reitoria da UFPA compara a riqueza biológica da costa à encontrada na área continental. Daí a importância de gerar conhecimento para a região, que tem não apenas importância econômica, mas é fundamental para equilíbrio ecológico amazônico.

No projeto, a UFPA defende também a oferta de cursos voltados para a educação e humanidades (História, Antropologia, Geografia, Letras, Pedagogia, Filosofia), além dos de Ciências Naturais, como Física, Química e Sistemas de Informação, entre outros. “Formando profissionais qualificados para a educação básica haverá melhoria na qualidade do ensino na região”. A nova universidade teria abrangência sobre 44 municípios, com grande parte deles abrigando comunidades pesqueiras. “Haverá uma contribuição expressiva ao acesso à educação superior nas camadas socioeconômicas menos favorecidas”, justifica a UFPA no projeto que, neste momento, tramita no MEC. Para ser criada a nova universidade, é preciso que o ministério aprove o projeto executivo e que seja enviado projeto de lei ao Congresso. Parlamentares também podem apresentar projetos. Pelo menos dois nesse sentindo já tramitam. “É preciso agora que a sociedade reivindique e defenda a importância da proposta”, diz o vice-reitor.



APOIO POLÍTICO
dos entusiastas do projeto de criação da nova universidade federal no Pará, o senador Jader Barbalho (PMDB) tem mantido conversas com a reitoria da UFPA para definir os passos que devem ser dados para apressar a aprovação da proposta que pode mudar o atual cenário do nordeste paraense. “Fiquei encantando com o projeto assim que ele me foi apresentado, principalmente porque busca compatibilizar a criação da instituição com vocações regionais”, diz, afirmando que vai acompanhar o trâmite, sempre buscando assessoria da própria universidade. “Para conseguirmos essa aprovação é necessário um diálogo permanente entre a academia e a classe política. Queremos é que a proposta seja aprovada o mais rápido possível”.
Em outubro do ano passado, Jader chegou a escrever artigo, publicado no DIÁRIO, defendendo a união de esforços para criação da instituição. “A Universidade Federal do Nordeste do Pará tem tudo para ser mais uma experiência vitoriosa da UFPA. Em que pese as dificuldades, a região nordeste possui a melhor infraestrutura do Estado, tanto de rodovias, como de educação, saúde pública e comunicação. Todos os que querem o progresso do Pará devem brigar por ela. Imagine o impacto que será a ida de 600 professores universitários para a região? Pode mudar muita coisa, inclusive as relações pessoais e a administração municipal”, defendeu o senador.
(Diário do Pará)

Precisa-se de pessoal para a Divulgação do XVIII CONBEP!!!




ATENÇÃO!


Divulgação feita na página do Facebook "Estudantes de outras Universidades / Institutos que tenham o curso de Engenharia de Pesca ou áreas afins, segue aqui o convite para atuação como monitores do XVIII CONBEP, na categoria Divulgação. Interessados devem mandar um e-mail para o endereço (xviiiconbep@outlook.com), aos cuidados de Tarcila de Brito, especificando no campo assunto: Monitoria CONBEP / Divulgação".


O Centro Acadêmico de Engenharia de Pesca da UFPA - CAEP/UFPA entrou em contato com a Tarcila de Brito, onde ela em resposta disse que será selecionando 6 graduandos por instituição, onde terão que contribuir com divulgação através das redes sociais, como: programações, noticias/novidades, lembrando que os Monitores receberão certificados. Portanto, estamos aguardando solicitações e esperamos poder contar com a participação dos Estudantes da UFPA/ Campus Bragança. A seleção será realizado por ordem de envio de solicitação! 


Fala sua inscrição de Monitor AQUI ou procure os membros do CAEP/UFPA para efetuação de sua inscrição.


Em caso de solicitação online, baixe o arquivo, preencha e envie para o e-mail do Centro (caep-ufpa@hotmail.com). Lembrando que a seleção será por ordem de envio.

Obs.: Graduandos e estudantes de cursos técnicos procurem as agências de viagens para agendamento de viagem para o CONBEP, ou entre em contato com estudantes que estão organizando ônibus para participação no Congresso,  não deixem de participar do maior evento para o curso de Engenharia de Pesca e áreas afins.

Câmara aprova criação da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará


A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira a proposta que cria a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa). A nova instituição será resultado do desmembramento do campus de Marabá da Universidade Federal do Pará (UFPA). O projeto seguirá agora para o Senado, a menos que haja recurso para sua análise pelo plenário.
A nova estrutura será integrada por campus a serem criados em Rondon do Pará, Santana do Araguaia, São Félix do Xingu e Xinguara. Cálculos do Ministério da Educação (MEC) estimam as despesas com a Unisfesspa em R$ 41,2 milhões em 2013. Até 2017, quanto está prevista a contratação completa de pessoal para a instituição, a expectativa é de R$ 260,6 milhões.
O projeto cria 506 cargos de professor, 238 cargos técnico-administrativos de nível superior e outros 357 cargos técnico-administrativos de nível médio. Serão abertos também um cargo de reitor, um de vice-reitor, outros 90 de direção, além de 462 funções gratificadas.

domingo, 7 de abril de 2013

Em 15 anos, instituto aumenta estoque de pirarucu em 447%, no Amazonas


Projeto de manejo sustentável ajuda a preservar espécie na Amazônia. Tradicional na culinária regional, espécie pode medir até três metros.


Fonte: G1.globo.com

Projeto envolve comunitários em todas as etapas do processo de manejo do pirarucu (Foto: Agecom/Divulgação).
Após 15 anos de fundação, o Programa de Manejo de Pesca do Instituto Mamirauá conseguiu aumentar em aproximadamente 447% o estoque natural de pirarucu em áreas manejadas. No período, a atividade gerou cerca de R$ 10 milhões, o que beneficiou mais de mil pescadores.

Espécie pode medir até três metros de comprimento e pesar até 200 Kg (Foto: Agecom/Divulgação)
O programa tem o objetivo de promover a conservação de recursos pesqueiros nas reservas, estimular a exploração sustentável, gerar renda e melhorar a qualidade de vida das comunidades. A ação envolve os comunitários em todas as etapas do processo de manejo. Segundo o Instituto, em 2012, os ganhos dos pescadores envolvidos na iniciativa variaram entre R$ 126,40 e R$ 6.130,00.

Atividade de exploração do pirarucu no sistema demanejo é considerada sustentável (Foto: Agecom/Divulgação)
sistema de manejo é considerada sustentável. "A cota de pesca é definida a partir dos dados obtidos no levantamento do estoque (censo/contagem), de no máximo 30% dos pirarucus adultos contados, deixando os 70% restantes para assegurar a reprodução da espécie. E não capturando indivíduos juvenis", disse.

Durante o acompanhamento da pesca, os técnicos do programa monitoram as gônadas (órgão onde são produzidas as células sexuais), medindo, pesando e identificando o estádio gonadal em que se encontram (imaturo, em maturação, maduro e desovado)."Os dados são analisados com a finalidade de determinar se o estoque continua apresentando parâmetros de recrutamento similares aqueles observados em anos anteriores, visando identificar quaisquer sinais de impacto negativo do manejo sobre o estoque", afirmou Ana Cláudia.

De acordo com Ana Cláudia, o número de pirarucus juvenis contados na reserva é um forte indicador da saúde da espécie e do potencial de crescimento do peixe.
Couro do animal é utilizado como matéria-prima na região (Foto: Agecom/Divulgação)

Comunidades

Atualmente, o instituto assessora 27 comunidades e três colônias de pescadores dos municípios de Tefé, Alvarães e Maraã, que já fazem pesca de pirarucu (1.063 pescadores entre homens e mulheres). Mais 13 comunidades e 01 sindicato de pescadores do município de Maraã (615 pescadores entre homens e mulheres) estão em processo de discussão. Entre os parceiros do programa de manejo estão associações comunitárias, sindicatos e colônias de pescadores, Centro Estadual de Unidades de Conservação (Ceuc) o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama/AM), órgão que licencia o manejo.



O pirarucu

Tradicional na culinária regional, o pirarucu (Arapaima gigas) ganhou status de bacalhau da Amazônia. A espécie pode medir até três metros de comprimento e pesar até 200 Kg.

O pirarucu ganhou status de bacalhau da Amazônia (Foto: Agecom/Divulgação)
Quase todas as partes do peixe são aproveitadas. A língua áspera costuma ser usada para ralar o guaraná (fruto utilizado para fabricação de bebidas). O filé do peixe é macio e sem espinhas. Os ribeirinhos costumam aproveitar as vísceras e ossos do pirarucu. O couro do animal é utilizado como matéria-prima para a produção de bolsas e sapatos de alta costura. Já as escamas servem para fabricação de peças de artesanato (brincos, colares, licha de unha).


Pirarucu de manejo do Programa de Pesca do
Instituto Mamirauá (Foto: Agecom/Divulgação)