quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Cultivo de Geoduck decola como a demanda crescente por mariscos na Ásia

Exemplares de geoduck (Panopea generosa). Fonte: www.seattletimes.com

Por: Manuela Luiza (observasc.net.br)

Panopea generosa é uma espécie de molusco bivalve marinho, chamada popularmente de geoduck, que signica cavar fundo. Isso porque é a única maneira de capturá-lo. Recentemente a captura deste bivalve que de tão grande não cabe em sua concha, passou de um simples passatempo  de família para um negócio bem rentável. Esta espécie vive nas águas interiores de Washington, Alasca e Colúmbia Britânica. As colheitas comerciais destes moluscos só tiveram início depois de 1970, em Washington, depois que mergulhadores encontraram a espécie em grande quantidade em Puget Sound e os legisladores estabeleceram uma pescaria. Surpreendentemente, poucos americanos já ouviram falar de geoduck, e muito menos provaram a iguaria que habita suas margens. Mais de 90% dos moluscos colhidos no país são transportados diretamente para China. A demanda chinesa impulsiona o preço, o mercado está disposto a pagar muito, e é aí que a aquicultura entra.

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Leia também sobre como é realizado a pesca desse bivalve AQUI.

Veja abaixo fotos do cultivo de geoduck em Washington. Fonte: www.seattletimes.com








UFPA e CVV alertam universitários sobre o suicídio

Imagem: diariodesantamaria.clicrbs.com.br


Cobranças sociais, culpa, remorso, depressão, ansiedade, medo ou fracasso são fatores que podem contribuir para uma pessoa cometer suicídio. Como forma de prevenir este grave problema de saúde pública, o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio será lembrado hoje (10/09), objetivando alertar sobre o assunto na Universidade Federal do Pará (UFPA), neste dia, será realizada uma programação a partir das 8 horas da manhã, no Espaço ITEC Cidadão, localizado no Campus Profissional da Universidade.

A programação do evento é uma parceria com o Centro de Valorização da Vida (CVV) e contará com a presença de representantes desta entidade, sendo o evento aberto a todos os públicos, tanto internos como externos da UFPA.

Ocorrerá a distribuição da cartilha do CVV intitulada “Falando abertamente sobre suicídio”, a qual alerta sobre o tema e está disponível aqui; além de atividades dinâmicas, como conversas e discussões sobre a importância de prevenção do suicídio. Estarão presentes, também, os Grupos de Oração Universitário Maranatá e Luz da Vida, que realizarão a palestra “Valorização da Vida Humana”, a partir das 11h30.

A proposta é que as atividades sejam realizadas nos Bosques Camilo Viana e Benito Calzavara, áreas que integram o Espaço ITEC Cidadão, justamente por estes lugares serem locais lúdicos de integração com a natureza e espaço de convivência verde, promovendo o convívio e o bem-estar entre alunos de diferentes cursos da UFPA e visitantes, contribuindo para a promoção da saúde e qualidade de vida.

O CVV – Belém, coordenado por João Pereira Paixão, lançou esta semana a campanha Setembro Amarelo para chamar a atenção da sociedade para a prevenção e o combate ao suicídio. A cor amarela que marca a campanha significa vida, luz e alegria e foi escolhida pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O CVV está presente em todas as regiões do País e é uma entidade sem fins lucrativos mantida pelo trabalho de voluntários.

Somente em Belém são 23 voluntários de diferentes profissões, com uma média de 500 atendimentos por mês. Quem desejar assistência profissional, o Centro de Valorização da Vida – Belém realiza atendimentos gratuitos 24 horas por dia, visando proporcionar bem-estar físico e psicossocial. O interessado pode entrar em contato pelo telefone (91) 3223-0074, ou ainda por meio da internet, bastando conferir outras informações no site da entidade.

Alerta – Em 2014, foram conhecidos três casos de suicídios que envolveram estudantes de graduação da UFPA. A partir de então, foi realizada uma parceria com o CVV para estimular a reflexão sobre o tema e prevenir novos casos de suicídio entre os alunos da Instituição. Sobre esta iniciativa, Gina Calzavara, coordenadora do Espaço ITEC Cidadão, afirma que “nossos professores têm de entender esse fato, pois muitos, às vezes, não têm noção do que está acontecendo com os alunos”, reconhecendo a vulnerabilidade emocional dos alunos diante do cotidiano acadêmico desgastante.

De acordo com relatório divulgado em 2014 pela OMS, o Brasil é o quarto país da América Latina com o maior crescimento no número de suicídios entre 2000 e 2012 (10,4%), ficando atrás da Guatemala (20,6%), México (16,6%) e Chile (14,3%). No mundo, o Brasil é o oitavo país em que  mais pessoas tiram a própria vida. Em 2012, foram registradas 11.821 mortes, sendo 9.198 homens e 2.623 mulheres.  O país com mais mortes é a Índia (258 mil óbitos), seguido de China (120,7 mil), Estados Unidos (43 mil), Rússia (31 mil), Japão (29 mil), Coreia do Sul (17 mil) e Paquistão (13 mil).

Serviço:
Programação Dia Mundial de Prevenção do Suicídio
Data: 10 de setembro de 2015
Local: Espaço ITEC Cidadão, Campus Profissional, próximo à ponte sobre o Igarapé Tucunduba, UFPA – Guamá.
Horário: A partir das 8h
Evento aberto a todos os públicos.

Texto: Rafael Rocha – Assessoria de Comunicação da UFPA
Imagens: Divulgação

Artigo: Um por todos e todos pelos peixes!


Fonte: www.observasc.net.br
Por: Manuela Luiza

A pesca é conhecida por sua divisão de funções e hierarquia dentro das embarcações. Seja um navio pesqueiro ou um bote de pesca artesanal, cada pescador tem sua função. Não é difícil de entender a importância da divisão de funções se você pensar no espaço literalmente limitado e na importância da precisão de cada atividade. Algumas funções mudam de acordo com a arte de pesca empregada, exceto o mestre. Este mês vamos conhecer as funções exercidas pelos pescadores em diferentes pescarias. Começaremos pela divisão de função típica em embarcações de grande e médio porte da pesca de emalhe, a mais atuante na costa catarinense.

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Sofrimento Negligenciado: doenças do trabalho em marisqueiras e pescadores artesanais


Fonte: renastonline.ensp.fiocruz.br

Este é um livro que extrapola o âmbito de abrangência da pesca artesanal. Os estudos e experiências aqui retratadas podem servir de interesse aos profissionais do campo da saúde do trabalhador e da saúde pública que, finalmente, dispõem de uma obra temática e compartilhada por diversos autores, com informações técnicas e científicas extensivas às categorias não assalariadas, agrícolas, artesãs, tradicionais ou não, que estão desassistidas no direito universal à atenção à saúde do trabalhador.

Esta produção, ricamente ilustrada com fotografias técnicas e artísticas, representa o esforço de pesquisadores, profissionais e lideranças das comunidades pesqueiras interessadas em dar visibilidade às doenças e acidentes do trabalho que afetam a vida dos pescadores artesanais. Trata-se de resultados de pesquisas e de atividades de extensão universitária realizados nos últimos cinco anos pelo Serviço de Saúde Ocupacional do Hospital Universitário da UFBA (SESAO/HUPES) e pesquisadores junto aos pescadores artesanais/marisqueiras ou, como preferem ser chamados: povos das águas. O fato motivador foi o desconhecimento sobre riscos e doenças relacionadas ao trabalho da pesca artesanal, em especial a extração de mariscos realizada predominantemente por mulheres. A revisão da literatura não evidenciou publicação do gênero no que se refere ao trabalho de marisqueira ou mariscadeira, e poucos estudos tratam das doenças relacionadas às formas de trabalho da pesca artesanal em geral. Não se justifica tal desconhecimento, considerando o sofrimento em função dos riscos presentes nessa modalidade de trabalho e, sobretudo, a dimensão do problema que atinge mais de 50 mil famílias no Nordeste, podendo alcançar mais de um milhão e meio de pescadores, segundo estimativa de organizações não governamentais.

O livro tem três partes. Na primeira, os autores analisam o trabalho da extração de marisco por meio de abordagens multidisciplinares, nas esferas sócio antropológica, ergonômica, higiene do trabalho, clínica, dentre outras, e constrói um perfil de riscos relacionados a acidentes e doenças do trabalho. Concentra-se nas lesões por esforços repetitivos – LER, desconhecidas até então como patologias do trabalho na extração de mariscos e estabelece indicadores para configuração de nexos no processo de diagnóstico dessas doenças. Discute o perfil dos acidentes e doenças relacionadas ao trabalho na pesca artesanal e percepções do adoecimento do ambiente de trabalho em função da contaminação dos manguezais e praias.

Na segunda parte, organizam-se a resposta institucional possível diante de trabalho em ambiente inóspito em que as marisqueiras, ao imergirem no seu cotidiano, convivem com a dor e o sofrimento crônico. Descreve o perfil de aproximadamente quatrocentos casos diagnosticados no serviço do SESAO/HUPES, constituindo-se como única experiência na América Latina Por decorrência, o livro aborda estratégias de organização e gestão participativa de serviços públicos com alternativas de superação da inércia institucional e do dogmatismo de políticas excludentes. Os autores trazem os protocolos clínicos de diagnósticos das LER adaptadas às condições encontradas no modo de trabalho artesanal. Trata-se, pois, de ações resolutivas no diagnóstico, estabelecimento de nexos causais e reconhecimento de doenças do trabalho para garantia de benefícios securitários em pescadores artesanais. Na última parte, são apresentadas experiências realizadas nos serviços sobre métodos de busca ativa de casos de LER em comunidades longínquas de pescadores, por meio da ação itinerante.

Finaliza com a palavra dos sujeitos envolvidos no processo: marisqueiras, que discorrem sobre seus sentimentos de humilhação, sofrimento e falta de assistência para essa categoria de trabalhadoras. Paradoxalmente, apesar da imersão cotidiana em ambientes inóspitos, da extrema provação e precariedade no trabalho, mantém um discurso esperançoso de valorização da profissão, mobilização de saberes tradicionais diante de tantas adversidades na busca de melhorias da saúde e no reconhecimento de seus direitos previdenciários.

Em síntese, esta é uma contribuição preparada para a reflexão coletiva sobre os processos de trabalho artesanal, organização de serviços e dilemas, desafios e novos horizontes para as categorias profissionais negligenciadas na esfera da saúde do trabalhador.

Leia a matéria na integra clicando AQUI

O livro pode ser adquirido na Editora da Universidade Federal da Bahia ou encomendado em livrarias comerciais. Contatos com a editora podem ser feitos pelo telefone  (71) 3283-6164 ou pelo e-mail edufba@ufba.br .

Curso ofertado pelo Butantan sobre manejo e criação de zebrafish

Foto:Exemplares de  zebrafish (Danio rerio). Fonte:  oregonstate.edu



Coordenação: Dra. Monica Lopes-Ferreira

De 5 a 9 de outubro, a plataforma zebrafish do CeTICS do Butantan oferecerá o curso de extensão universitária manejo e criação de zebrafish.

O curso, com 20 vagas, é gratuito e voltado para profissionais e estudantes de pós-graduação envolvidos em pesquisas com zebrafish.

O curso ocorrerá das 9 às 17h, no auditório do Laboratório Especial de Toxinologia Aplicada (LETA) do Instituto Butantan.

Carga horária: 40 horas

Programa:
Zebrafish – apresentação do animal, suas características físicas, seu ambiente de origem e forma de reprodução e crescimento;
A criação de zebrafish em laboratório no Instituto Butantan  – histórico até o modelo de criação atual;
Plataforma zebrafish  – apresentação das vantagens da utilização para pesquisas;
Avanços possíveis com a utilização da plataforma zebrafish.

Sobre o zebrafish: O zebrafish (Danio rerio), conhecido como ‘paulistinha’, bandeirinha, danio-zebra e bandeira-paulista, é encontrado na natureza em rios calmos e rasos e nas plantações alagadas de arroz e juta. É nativo dos córregos da região sudeste do Himalaia, incluindo Índia, Paquistão, Bangladesh, Nepal e Myanmar. É uma espécie gregária, encontrada em cardumes de 5-20 indivíduos. É um peixe tropical teleósteo, cipriniforme, da família dos ciprinídeos.

A plataforma desenvolve os sistemas modelo zebrafish que oferecem algumas vantagens sobre vertebrados superiores, que podem também ser explorados para responder questões em ciência imunológica: a rápida organogênese embrionária, completada em três dias após a fertilização similar a embriões de mamíferos, e a transparência que os embriões mantêm no estágio de larva, que facilita avaliação detalhada de estruturas e sistemas orgânicos.


caso não tenha o currículo Lattes, encaminhe para o e-mail: ​cursos@butantan.gov.br

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Governos de Goiás e Federal discutem licenças para criação e pesca da tilápia

Marconi busca definição legal junto ao Ministério da Pesca e o Ibama para liberar a criação de tilápia em lagos goianos.

Foto: Rodrigo Cabral.

Fonte: www.dm.com.br
Por: Carol Oliveira

O fim do impasse entre órgãos ambientais dos governos de Goiás e Federal na renovação e concessão de licenças ambientais a criadores de tilápias nos lagos Serra da Mesa e Cana Brava, na bacia do Araguaia/Tocantins, foi tema da reunião entre o governador Marconi Perillo e o ministro da Pesca, Helder Barbalho, na noite da última terça-feira (08/09), em Brasília.

A atividade já vem sendo amplamente praticada nesses reservatórios. Em Serra da Mesa, mais de 90% da produção é de tilápia e em Cana Brava esse índice alcança 100%. Em razão de uma dúvida existente na Secretaria de Meio Ambiente do Estado em relação à manutenção da atividade com esta espécie de pescado, há um esforço conjunto entre o Ministério da Pesca e a Secretaria do Meio Ambiente de Goiás na busca de um denominador comum para que as licenças ambientais voltem a ser liberadas.

Só através da regularização das licenças a atividade poderá crescer em Goiás, uma vez que os aquicultores dependem delas para ter acesso a créditos previstos no Plano Safra do Governo Federal para a área da piscicultura brasileira, hoje estimados em R$ 2 bilhões.

A tilápia está normatizada na bacia hidrográfica Araguaia/Tocantins desde 2003, através da instrução normativa 027, complementar à instrução 145 do Ibama, órgão responsável por detectar as espécies que estão catalogadas. “Não há que se falar no Ibama para liberar a criação de tilápia, mas sim a competência do órgão ambiental do Estado em licenciar a atividade caso não haja qualquer normativo contrário em Goiás”, observou Cleberson Carneiro Zavaski, diretor do Departamento de Planejamento e Ordenamento da Aquicultura em Águas da União do Ministério da Pesca e Aquicultura.

O Ministério trata a questão de Goiás com especial atenção, segundo o ministro Barbalho em razão de os reservatórios de Cana Brava e Serra da Mesa terem um potencial gigantesco de produção. Há, segundo levantamento do governo de Goiás, o interesse de muitos produtores de outros estados em investir na atividade nos dois lagos. “O que falta é a segurança jurídica e técnica necessária, traduzida na licença ambiental que é estadualizada”, completou o diretor.

O governador Marconi Perillo declarou-se preocupado em buscar uma solução legal para o assunto. Segundo ele, há um entendimento técnico da equipe do governo de que a decisão sobre os licenciamentos é do Ibama que, por sua vez, acha que é possível se construir um caminho que possa delegar ao estado essa atribuição.

“O fato – segundo o governador – é que a produção de tilápia em Serra da Mesa e Cana Brava vai gerar milhares de empregos e renda para as famílias. Isso nos preocupa, por isso queremos encontrar uma solução técnica o mais rápido possível para isso”.

O entendimento do Ibama é que, em razão de a tilápia já estar detectada na bacia Araguaia/Tocantins, cabe à Secretaria de Meio Ambiente de Goiás a responsabilidade de fazer o licenciamento. “Acertamos que, a partir da convergência das opiniões daremos um parecer definitivo para que possamos fazer com que a atividade possa ocorrer nesta região de Goiás, que tem uma capacidade extraordinária de cultivo, daí porque ser o Estado prioritário para o Brasil na aquicultura”, declarou o ministro Helder Barbalho.

A reunião do governador Marconi Perillo com o ministro da Pesca e Aquicultura contou ainda com as presenças do secretário Vilmar Rocha, do superintendente da Pesca e Aquicultura de Goiás, Valdeci Mendonça, e representantes do Ibama.