sábado, 6 de abril de 2013

Todo crustáceo é doce!

FONTE: Fábio R. Sussel, pesquisador científico, sussel@apta.sp.gov.br, Polo Regional de Desenvolvimento Tecnológico dos Agronegócios da APTA (*), Pirassununga (SP), www.apta.sp.gov.br, 3 de abril de 2013 

POUCOS SABEM, mas todo crustáceo, quando fresco, apresenta sabor adocicado: camarão, lagosta, siri e caranguejo, dentre outros, seja de água doce ou de água salgada. Tal característica se deve à presença do aminoácido glicina, encontrado em grande quantidade na proteína dos crustáceos. Apesar de parecer contraditório, é comprovado cientificamente que o camarão marinho, por exemplo, é mais adocicado que o camarão de água doce. Isto porque o aminoácido glicina (de sabor doce) é o responsável por fazer a osmorregulação dos crustáceos, e, como a água salgada oferece maior pressão que a água doce, considerando a necessidade do equilíbrio osmótico, a quantidade de glicina nos crustáceos marinhos é maior, proporcionando o sabor mais adocicado a esses animais, quando comparado com o dos crustáceos de água doce. 

Entretanto, torna-se necessária uma ressalva. A característica sabor adocicado só é perceptível em crustáceos frescos ou muito bem conservados em freezer. Reconheço que, em geral, as pessoas têm dificuldade de perceber a característica adocicada dos crustáceos, em especial do camarão, o mais consumido dentre os representantes desse grupo. Infelizmente, são raras as oportunidades de se encontrar camarão fresco e bem conservado no comércio, salvo algumas exceções, em estabelecimentos do litoral ou naquela rara oportunidade de encontrar com um pescador ribeirinho retornando da pesca. No interior, ou seja, longe do litoral, o consumidor jamais terá oportunidade de apreciar o sabor adocicado do camarão marinho; por experiência própria, nunca consegui encontrar nas gôndolas de supermercado um camarão adequadamente fresco. Isto só será possível através do camarão de água doce, já que este, além de ser cultivado em águas continentais, ou seja, próximo ao consumidor interiorano, também é abatido no gelo e conservado em temperaturas baixas. 

Camarão é algo tão bom, que, mesmo num estágio mais avançado de conservação, continua saboroso. No entanto, o verdadeiro sabor do camarão, bem como de todos os demais crustáceos, é doce. E o grande barato ao apreciá-lo é a oportunidade de sentir um leve tempero salgado por fora, contrapondo-se ao sabor adocicado original. Isso proporciona um equilíbrio agradável, independente do grau de refinamento do paladar de quem consome o produto. O problema é que o nosso cérebro está condicionado a identificar o sabor salgado quando comemos o camarão. Eu até mesmo aprecio um camarão ‘salgadinho’, porque geralmente comemos camarão acompanhado de cerveja gelada; é fato que uma coisa combina com a outra. Porém, é necessário deixar claro que esse não é o verdadeiro sabor do camarão. Originalmente, ele tem sabor adocicado. 

Tal questão coloca em desvantagem o desenvolvimento do cultivo de camarão de água doce (pitu havaiano) no Brasil, já que as fazendas que cultivam essa espécie seguem todos os protocolos de abate e conservação em baixas temperaturas, mantendo o frescor e a qualidade do produto. Então, quando a população em geral tem a oportunidade de consumir um produto como esse, automaticamente o cérebro prepara o paladar para algo salgado. Ao mastigar e perceber o sabor adocicado, inevitavelmente vem o comentário: “Ah, é doce. Deve ser porque é de água doce”. 

Não, minha gente, é doce por estar fresco. Conforme citei, originalmente o camarão marinho é mais doce que o camarão de água doce; ocorre que, infelizmente, o camarão marinho não chega com um frescor ideal em regiões do interior. 

Finalmente, devo registrar que todo camarão é saboroso, seja de água doce ou de águas marinhas, desde que esteja fresco. Camarão de água doce é um ‘bicho’, camarão marinho é outro ‘bicho’. Ambos são bons, porém, ‘bichos’ diferentes e, portanto, devem ser apreciados de forma diferente. E jamais um competirá com o outro por mercado, pois possuem nichos diferentes de mercado. Aprecio os dois; quanto mais, melhor! 

(*) A APTA (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios) pertence à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Revisão do texto: Márcia Navarro Cipólli, navarro98@gmail.com

sábado, 30 de março de 2013

Reunião com os alunos de Engenharia de Pesca da UFPA dia 02 de abril de 2013


A Comissão de Reconhecimento de Curso de Graduação estará realizando a avaliação do curso no período de 03 a 06 de abril de 2013. Portanto, e muito importante a participação dos estudantes do curso na reunião agendada pelo Centro Acadêmico de Engenharia de Pesca para debatemos sobre essa visita, pois no dia 04 de abril de 2013 (quinta-feira) ás 10h30min acontecerá uma reunião com alunos do curso de Engenharia de Pesca da IES com a Comissão.

Pretendermos com a reunião organizar as idéias, bem como esclarecer dúvidas, assim, contribuindo para um melhor encontro entre os estudantes do curso com a Comissão.

Para reforçar, a reunião será dia 02 de abril de 2013 (terça-feira) ás 18h na sala 2 do bloco 1. Venha contribuir conosco!


Fonte de renda, maior faixa contínua de manguezal do mundo corre perigo


Fonte: G1.globo.com

Um estudo internacional, publicado no mês passado, revela: está no Brasil a maior faixa contínua de manguezal do mundo.


Um estudo internacional, publicado no mês passado, revela: está no Brasil a maior faixa contínua de manguezal do mundo. Mas essa fonte de alimento e renda para milhares de brasileiros corre perigo. É o que mostram Vladimir Netto e Hélio Gonçalves na segunda reportagem da série especial que o Jornal Nacional apresenta esta semana.
São milhões de litros de água sendo despejados pelos rios no mar a todo momento. E uma imensa floresta: a maior faixa contínua de manguezal do mundo. Começa perto de Belém do Pará e vai até São Luis do Maranhão.
“Esses manguezais têm uma área de sete mil e quinhentos quilômetros, que é uma área superior aos manguezais da Índia e Bangladesh e os manguezais de Papua-Nova Guiné, que têm aproximadamente seis mil quilômetros de extensão”, diz o geólogo Pedro Walfir.
No país todo, são mais de 11 mil quilômetros quadrados de manguezais espalhados do Amapá até Santa Catarina. Mas só no Norte do Brasil ele encontrou condições tão boas para crescer. Basta olhar as árvores.
Na Amazônia, com a grande quantidade de chuva e a imensidão dos rios, a água fica menos salgada. Por causa disso, do sol forte o ano inteiro e da lama rica em nutrientes, as árvores de mangue crescem mais, e algumas chegam a 40 metros de altura.
O mangue vermelho faz verdadeiras esculturas na floresta. O mangue preto espalha suas raízes que saem da lama em busca de oxigênio. Pelas folhas, expulsa o sal do mar.
“O truque para ela se adaptar ao manguezal é conseguir eliminar o sal do organismo”, explica o biólogo Marcus Fernandes.
Nesse ambiente, as aves se multiplicam. O guará tem a cor que tem por causa do que ele come no manguezal. Há também muitos peixes e, claro, caranguejos, espécie-chave para esse ecossistema.
“Quando eles cavam suas tocas, as suas galerias, eles estão cavando o meio pelo qual o ar entra no chão do manguezal, no chão do manguezal, e isso é importante para o sistema”, acrescenta Marcus Fernandes.
Na beira do rio, aparecem três catadores. Os mais velhos de 12 irmãos que vão tirar o sustento de toda a família do manguezal, ou mangal, como eles chamam. Para entrar na lama eles vestem calça, luva e sapato, e rapidamente nos deixam para trás.
Andar por lá não é nada fácil. Exige esforço físico, coordenação, sorte e não pode pisar longe dos galhos. Se pisar longe dos galhos, já era. Você não tem a menor chance.
Logo a roupa e a pele se misturam à lama. Em meia hora, mais de 20 caranguejos. “O almoço já tem. Nós viemos só tirar mesmo para fazer o assado quando chegar em casa”, diz um dos meninos.
Eles lavam os caranguejos no rio sob a chuva da Amazônia. São para o almoço. Mas na maioria das vezes os caranguejos vão mesmo é para o mercado.
Na feira de Bragança, norte do Pará, caranguejo não falta.
“Aqui é domingo a domingo. Quando não tem, o pessoal está procurando, tem que ter todo dia”, conta um vendedor.
Muitos não aguentam e morrem. A cena incomoda até quem é de lá.
“Isso não é comida típica para a gente, isso é alimentação diária. A gente fica com medo de o tempo comprometer. A falta de consciência de conservação e preservação e comprometer o futuro da espécie”, reflete o vidraceiro Fábio José Ribeiro dos Santos.
O pesquisador acha que é possível preservar o manguezal para as próximas gerações. “Eu acredito que os manguezais podem garantir e coexistir com futuras gerações desde que a gente tenha habilidade para utilizá-lo de forma sustentável e as nossas autoridades tenham a sabedoria de aprovarem leis que permitam a conservação desse ecossistema”, conclui o geólogo Pedro Walfir.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Rochas abaixo do fundo do Oceano Pacífico têm seres vivos, diz estudo

Fonte: Ambiente Brasil, Mar/2013 (http://noticias.ambientebrasil.com.br) 


Uma equipe internacional de cientistas encontrou evidências de micro-organismos vivendo dentro de pedras basálticas encontradas logo abaixo do fundo do Oceano Pacífico – cobertas por 2,5 km de água e centenas de metros de sedimentos. 

A pesquisa, publicada na última semana na renomada revista “Science”, revelou a existência de um vasto “ecossistema” nestas rochas. Os micro-organismos (bactérias, fungos e outros seres) vivem em total ausência da luz e quase totalmente desligados do mundo exterior, segundo o jornal britânico “Daily Mail”. 

Exemplares de pedras foram retiradas do fundo do Pacífico, próximo à costa Oeste dos Estados Unidos. Analisando estas rochas, os pesquisadores encontraram sinais de que micro-organismos vivem ali. “Nós encontramos as primeiras evidências diretas de vida enterrada profundamente abaixo da crosta oceânica”, afirmou o biólogo Mark Lever, da Universidade da Dinamarca, um dos autores do estudo. 

“Nossa descoberta sugere que há um vasto ecossistema nas rochas, que sobrevive fazendo quimiossíntese”, disse Lever. A quimiossíntese é o processo de produção de matéria orgânica através de substâncias inorgânicas, sem necessidade de luz solar. 

“Há pequenas porções nas rochas basálticas do fundo do oceano e a água escorre sobre elas”, afirmou o pesquisador. “A água provavelmente reage com compostos minerais e ferro, e libera hidrogênio. Os micro-organismos usam o hidrogênio como fonte de energia para converter dióxido de carbono em material orgânico.”

Ciclo de Palestras 2013 no campus de Bragança/UFPA






EDITAL PARA PARTICIPAÇÃO NO I CICLO DE PALESTRAS DO INSTITUTO DE ESTUDOS COSTEIROS (IECOS) E V CICLO DE PALESTRAS DO CURSO DE ENGENHARIA DE PESCA

1.    DO PERÍODO DE REALIZAÇÃO
O evento ocorrerá de 08 à 10 de abril de 2013.
2.  DA ENTREGA DOS RESUMOS
Todos os resumos deverão ser submetidos até 03 de abril de 2013.
Os resumos deverão ser entregues no Lab. de Pesca e Navegação (LAPEN) ou pelo e-mail: petpesca@ymail.com
Cada discente só poderá apresentar um trabalho.
Em caso de dúvidas procurar os representantes do PET-Pesca e do Laboratório de Pesca e Navegação (LAPEN).
3. DA CLASSIFICAÇÃO DOS RESUMOS
Os resumos serão classificados nas seguintes categorias:
3.1. Trabalhos completos
Nesta categoria serão aceitos trabalhos que já tenham sido concluídos, podendo ter sido ou não publicados em revistas científicas especializadas.
3.2.    Trabalhos preliminares
 Trabalhos que ainda estejam na fase de desenvolvimento e já possuam resultados preliminares.

4.     NORMAS PARA SUBMISSÃO DOS TRABALHOS CIENTÍFICOS
4.1.       O resumo deve ser redigido em apenas 1 (uma) página, configurada para papel A4 (21 cm x 29,7 cm), em fonte Times New Roman, tamanho 12, com margem esquerda de 2,5 cm, margens direita, superior e inferior de 2,0 cm, cabeçalho e rodapé de 1,25 cm, em espaçamento simples, justificado.


4.2. Os resumos devem incluir:
                4.2.1. Título: O título do trabalho deverá ser escrito em caixa alta e em negrito, com o máximo de 20 palavras, e deverá identificar com clareza a natureza do trabalho.
4.2.2. Autores: deverá constar o nome completo do aluno que irá apresentar oralmente o trabalho e em seguida o nome do orientador.
4.2.3. Corpo do resumo: Deverá ser estruturado e não exceder 500 palavras. Neste item deverá conter:
·         Introdução: deve estabelecer com clareza o assunto abordado no trabalho de forma sucinta e objetiva.
·         Objetivos: apresentar o objetivo geral do estudo.
·         Metodologia: descrever os procedimentos empregados para a realização da pesquisa, local, amostra, tratamento estatístico, entre outros aspectos que o autor considerar necessário.
·         Resultados: destacar os principais resultados obtidos no estudo.
·         Conclusão: apresentar a resposta ao objetivo da pesquisa (será exigido apenas aos trabalhos que estejam classificados no item 3.1. deste edital).
·         Palavras-chaves: deverão ser colocadas em seguida ao Resumo número máximo de cinco.

4.3. Instituição: Referenciar, no rodapé, a qualificação e a instituição, a qual se encontra vinculados o (os) autor (es) do resumo.
5. DA AVALIAÇÃO
            Os trabalhos serão avaliados por uma banca avaliadora de dois docentes vinculados ao campus universitário de Bragança, em duas etapas:
5.1. Avaliação dos resumos: Será avaliado o conteúdo, clareza, coerência e coesão.
5.2. Avaliação das apresentações orais: Será avaliada postura, clareza, objetividade e domínio do conteúdo.
5.3. Do tempo de apresentação: o trabalho deverá ser apresentado no tempo máximo de 10 minutos, a banca terá 5 minutos para arguição e a plateia também terá 5 minutos para perguntas.
6. DA CLASSIFICAÇÃO
Será classificado o melhor trabalho aquele que alcançar a maior nota declarada pela banca examinadora, independentemente ser for resumo completo ou preliminar.
A premiação será publicada pela comissão organizadora um dia após o final do evento.
7. DA ENTREGA DOS CERTIFICADOS
Os certificados serão redigidos, baseados nos resumos de inscrição e entregues após as apresentações.

Observação: O título correto dos resumos e os nomes dos autores são de total responsabilidade do autor.

CONAPE confirma que 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca será realizada em novembro

Fonte: MPA, Mar/2013 (http://www.mpa.gov.br)

O ministro Marcelo Crivella prestigiou a abertura da primeira reunião ordinária em 2013 do Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (CONAPE), na manhã de quarta-feira (20/03), em Brasília. Segundo ele, apesar de os brasileiros comerem pouco peixe – menos do que o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o País tem de importar pescado para atender à sua demanda. Para ele, é preciso superar as dificuldades e viabilizar o aproveitamento dos reservatórios do País para a produção pesqueira. 

O ministro solicitou que os conselheiros incluíssem em sua pauta a discussão de políticas para a lagosta e a pesca de arrasto. Entre as medidas aprovadas pelo conselho ao longo do dia está a realização da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca nos dias 5 a 7 de novembro, em Brasília. Ficou acertado que este grande evento – em que a categoria discute as questões mais importantes para a aquicultura e a pesca brasileira - será precedido por conferências estaduais e regionais nos meses de junho a agosto. 

Outra importante decisão do CONAPE, que representa as bases do setor pesqueiro e aquícola nacional e conta com 54 conselheiros é promover o Iº Encontro Nacional de Saúde e Segurança na Pesca Artesanal e Industrial, conjuntamente com a 4ª Conferência Nacional, na capital federal. O encontro terá o apoio, além do Ministério da Pesca e Aquicultura, dos ministérios da Previdência Social, da Saúde, do Trabalho/Fundacentro e da Marinha do Brasil. 

Plano Safra Na parte da tarde, Alexandre Giehl, coordenador geral de Assistência Técnica, Capacitação, Associativismo e Cooperativismo da Pesca e Aquicultura (SEIF), do MPA, fez uma exposição sobre o andamento do Plano Safra. Lançado em outubro do ano passado, o plano, segundo Alexandre, já tem os primeiros números que comprovam o seu impacto no mercado. No último trimestre de 2012 a rede bancária oficial acertou 7.494 contratos pelo plano, que envolveram recursos da ordem de R$ 115 milhões. 

O Plano Safra disponibiliza ao todo no mercado R$ 4,1 bilhões e tem a meta de levar o Brasil a produzir 2 milhões de toneladas de pescado até o final de 2014. Os conselheiros também discutiram temas como a pesca industrial do País. 

O CONAPE confirmou ainda a programação de suas reuniões ordinárias em 2013. Elas ocorrerão em maio, nos dias 21 e 22; em agosto, nos dias 27 e 28; e em novembro, dias 26 e 27.